Buscas no Rio ampliam apuração sobre patrimônio ligado a Márcio Poncio
A nova etapa da Operação Unha e Carne cumpriu quatro mandados na Barra da Tijuca e investiga possível ocultação de bens por empresas e terceiros.
Redação ·
Quatro endereços na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, foram alvo de buscas da Polícia Federal nesta quinta-feira, 29 de outubro. A ação envolve locais ligados ao pastor e empresário Márcio Poncio e faz parte da nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A apuração tenta entender se empresas, imóveis e pessoas físicas foram usados para esconder quem realmente controla bens e valores. A medida desta quinta é uma etapa de coleta de informações: por enquanto, os fatos são investigados e não representam uma condenação de Poncio.
O que os investigadores tentam rastrear
A PF informou que a fase busca aprofundar a investigação sobre uma organização criminosa com ramificações financeiras. Entre as suspeitas estão o uso de estruturas empresariais e de terceiros para disfarçar a propriedade de bens ou dificultar o rastreamento de recursos.
As buscas em endereços comerciais e outros imóveis podem ajudar a reunir documentos, registros contábeis e dados eletrônicos para reconstruir operações. A existência de um mandado, por si só, não confirma que os investigadores encontraram irregularidades nos locais nem que os alvos cometeram os crimes apurados.
A operação também alcança Bernardo Loyola, apontado como sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. A investigação mais ampla examina possíveis conexões entre atividades criminosas, movimentações de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio.
Por que Poncio voltou à investigação
Márcio Poncio já havia sido preso em julho deste ano, na quinta fase da mesma operação. Na ocasião, a investigação tratava de suspeitas de vínculos com uma estrutura associada à chamada máfia do cigarro e de lavagem de dinheiro. Depois, segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele passou a cumprir prisão domiciliar.
A nova fase, portanto, não é uma investigação separada: ela amplia diligências dentro de uma operação que já teve outras etapas. O retorno do nome de Poncio entre os alvos indica que os investigadores seguem verificando relações financeiras e patrimoniais atribuídas ao grupo, mas não permite concluir, sem acesso às provas e às decisões judiciais, qual será o resultado do inquérito.
O que pode acontecer daqui para frente
O material eventualmente recolhido pode ser analisado junto a registros financeiros e empresariais. Perícias, pedidos de informações adicionais ou novas medidas judiciais são possibilidades em investigações desse tipo, mas não há confirmação de que essas providências já tenham sido determinadas nesta fase.
Também não foi divulgado, nas informações disponíveis, um balanço detalhado dos objetos apreendidos nem uma mudança na situação de prisão domiciliar de Poncio. A distinção importa: busca e apreensão é uma medida para reunir elementos, não uma decisão sobre culpa.
A Operação Unha e Carne segue voltada a esclarecer como funcionariam as supostas redes de ocultação patrimonial e quem teria participado delas. Os próximos passos dependem da análise do material e das decisões da Justiça. Até que haja conclusão judicial, as acusações devem ser tratadas como suspeitas sob investigação.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/pastor-rj-volta-a-ser-alvo-pf-suspeita-lavagem-dinheiro/
- https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2026/10/pf-deflagra-9a-fase-da-operacao-unha-e-carne-para-apurar-lavagem-de-dinheiro-e-outros-crimes
- https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/marcio-poncio-entenda-investigacao-contra-pastor-alvo-de-nova-operacao/
- https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/10/29/pf-faz-buscas-na-barra-da-tijuca-em-nova-fase-da-operacao-unha-e-carne.ghtml?mrfcid=202610296ae2598c4030523269a25dc0