A web encurtou seus endereços, mas o www ainda pode levar ao mesmo site

A web encurtou seus endereços, mas o www ainda pode levar ao mesmo site

O DNS trata o domínio sem prefixo e o subdomínio como nomes distintos, que podem ser configurados para exibir o mesmo conteúdo ou redirecionar um ao outro.

Redação ·

Por trás de um endereço curto como exemplo.com há uma escolha de configuração, não uma mudança no funcionamento da internet. O prefixo www continua em uso, mas não é exigido para abrir páginas: cada organização decide se o site será acessado pelo domínio principal, por www.exemplo.com ou pelas duas opções. Quando ambas funcionam, podem mostrar a mesma página ou uma delas pode encaminhar o visitante à outra.

Um costume que veio da organização dos servidores

Nos primeiros anos da internet, era comum usar nomes diferentes para identificar serviços de uma organização. www indicava o servidor de páginas; mail podia apontar para o correio eletrônico e ftp, para a transferência de arquivos. Esses nomes ajudavam a separar funções e a administrar a infraestrutura.

A convenção, porém, nunca foi uma exigência para que a web funcionasse. O primeiro site, criado no CERN, por exemplo, usava o endereço info.cern.ch, sem o prefixo. Com o tempo, muitos serviços passaram a ser oferecidos por plataformas especializadas, e endereços mais curtos também se tornaram convenientes, sobretudo em telas de celular.

Dois nomes diferentes, um destino possível

Tecnicamente, exemplo.com e www.exemplo.com são nomes de host diferentes. O primeiro é chamado de domínio raiz ou apex; o segundo é um subdomínio. O DNS, sistema que associa nomes a informações de rede, permite que cada um receba uma configuração própria.

Isso não significa que os dois precisem chegar a lugares diferentes. Uma empresa pode configurar ambos para servir a mesma aplicação. Também pode escolher um endereço principal e fazer com que o outro encaminhe os visitantes automaticamente. É por isso que digitar ou omitir www muitas vezes parece não fazer diferença.

O redirecionamento não é tarefa do DNS

Há uma distinção importante: o DNS ajuda o navegador a localizar o host, enquanto o redirecionamento acontece quando um servidor, uma rede de distribuição de conteúdo ou outro serviço responde à requisição. A resposta indica outro endereço, e o navegador faz uma nova solicitação para ele.

Na prática, o endereço alternativo precisa estar configurado para que o pedido chegue ao serviço que realiza esse encaminhamento. Se o domínio sem www ou o subdomínio não tiver os registros e ajustes necessários, um deles pode simplesmente não abrir. Portanto, o prefixo ser opcional para o usuário não elimina o trabalho técnico de configurar as duas versões.

O que muda com HTTPS

A escolha entre usar ou não www é independente de escolher http ou https. O primeiro caso trata do nome acessado; o segundo diz respeito ao protocolo de conexão, sendo o HTTPS a versão protegida por criptografia e autenticação.

Também é preciso que o certificado de segurança cubra o nome que o visitante acessa. Um certificado válido para exemplo.com não necessariamente inclui www.exemplo.com: isso depende de quais nomes foram contemplados. Ao planejar um redirecionamento, administradores precisam considerar também DNS, certificados e links para evitar falhas ou alertas no navegador.

Uma escolha de endereço, não o fim do www

Adotar a versão curta pode facilitar a divulgação e a digitação. Manter www também pode ser útil em determinadas arquiteturas, inclusive por permitir tratá-lo como subdomínio com configuração própria. Nenhuma opção é universalmente correta: depende da infraestrutura e da estratégia de cada site.

Para quem navega, a consequência costuma ser simples: as duas formas podem funcionar e levar ao mesmo conteúdo. Para quem administra páginas, o essencial é decidir qual endereço será o principal e configurar o outro de modo consistente. O www não desapareceu; apenas deixou de ser uma etapa obrigatória no endereço que as pessoas digitam.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-os-sites-nao-tem-mais-www-no-inicio/
  2. https://developers.cloudflare.com/dns/glossary/
  3. https://developers.cloudflare.com/dns/manage-dns-records/how-to/create-subdomain/
  4. https://developers.cloudflare.com/rules/url-forwarding/examples/redirect-www-to-root/
  5. https://datatracker.ietf.org/doc/html/rfc8499