Voto após 17h leva Chiquini a cobrar explicações sobre ordem do STF
O TSE afirmou que a extensão alcançava apenas seções ainda em funcionamento e que nenhuma urna já encerrada seria reaberta.
Redação ·
A decisão de manter a votação aberta depois das 17h em seções eleitorais que ainda não haviam encerrado o atendimento provocou críticas do deputado federal paranaense Jeffrey Chiquini (PL) no segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Chiquini associou a medida a uma possível tentativa de contestar o resultado, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a extensão não reabria urnas já fechadas.
O que a orientação mudou na prática
O horário regular de votação era das 8h às 17h, no horário de Brasília. A determinação atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin permitiu que o atendimento prosseguisse até as 19h apenas nos locais onde ainda havia eleitores votando às 17h.
Na explicação oficial, o TSE distinguiu a continuidade de uma votação em andamento da reabertura de uma seção encerrada. A medida, portanto, não autorizava que eleitores retornassem a locais onde o procedimento já havia terminado. O tribunal também informou que o recebimento dos boletins de urna e a totalização dos votos seriam retomados depois das 19h.
A crítica de Chiquini e o esclarecimento
Chiquini questionou a decisão e levantou a hipótese de que a extensão poderia ser usada pela esquerda para tentar anular o pleito caso o resultado fosse desfavorável. A afirmação é uma interpretação política atribuída ao parlamentar; os esclarecimentos públicos do TSE descrevem o alcance operacional da medida, mas não apresentam evidências de um plano para invalidar a eleição.
Ainda no mesmo dia, segundo a reportagem, Chiquini divulgou um vídeo em que ponderou que a situação parecia resolvida após a manifestação do tribunal. A sequência mostra por que é importante separar a crítica feita por um ator político do que efetivamente determinou a autoridade eleitoral: uma alegação, por si só, não comprova irregularidade.
Por que a diferença entre continuar e reabrir importa
Em uma eleição, poucos minutos podem fazer diferença para quem já está na fila ou ainda aguarda atendimento. Ao mesmo tempo, as regras precisam evitar que a extensão de horário seja confundida com uma nova oportunidade de votar em seções cujo processo já foi concluído.
O esclarecimento público delimitou a aplicação da medida e buscou reduzir dúvidas em um momento sensível, enquanto a apuração ainda dependia do processamento dos boletins. O TSE informou que a totalização seria retomada após o encerramento do atendimento prorrogado; não se trata, portanto, de anunciar uma alteração geral no calendário ou no horário normal de votação.
O contexto de uma eleição nacional
O segundo turno ocorreu em um pleito com 158,7 milhões de pessoas aptas a votar, conforme os dados divulgados pelo TSE. Mesmo uma decisão restrita a locais que ainda estavam em funcionamento poderia ganhar repercussão nacional, sobretudo por coincidir com a expectativa de divulgação dos resultados.
Para o eleitor, a informação central era objetiva: a extensão valia somente para seções ainda abertas às 17h, e não autorizava reabrir urnas encerradas. A divulgação de regras claras e de dados verificáveis é essencial para que acusações e interpretações políticas não sejam tomadas como confirmação de fraude ou de nulidade.
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- https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/parana-2026/chiquini-acusa-esquerda-de-tentar-anular-eleicao-com-prorrogacao-da-votacao/
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/esclarecimento-sobre-prorrogacao-da-votacao
- https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/eleicoes-2026-em-numeros-158-7-milhoes-de-eleitores-estao-aptos-a-votar