Vivo marca 142,8 Mb/s e supera Claro e Nio em quatro métricas da Opensignal
Medições feitas entre julho e setembro também apontaram a Nio à frente em qualidade consistente, com 78,2% dos testes dentro do padrão considerado adequado.
Redação ·
A Vivo ficou à frente da Claro e da Nio em quatro dos cinco indicadores de banda larga fixa analisados pela Opensignal no Brasil. No relatório divulgado em outubro, com medições feitas entre 1º de julho e 28 de setembro de 2026, a operadora alcançou média de 142,8 Mb/s no download. A Nio, que assumiu a operação de fibra da antiga Oi, liderou em qualidade consistente.
Os números ajudam a comparar a experiência observada por usuários das três empresas, mas não funcionam como garantia de que todo cliente terá a mesma velocidade em casa. Região, plano contratado, equipamento e condições da rede local também pesam no resultado que aparece no celular, computador ou televisão.
Onde cada operadora ficou na frente
No envio de dados, a Vivo também registrou a maior média: 78,1 Mb/s. A Nio veio em seguida, com 60 Mb/s, e a Claro marcou 40,9 Mb/s. Download costuma fazer diferença ao carregar páginas, baixar arquivos e assistir a vídeos; upload é importante para chamadas de vídeo, envio de arquivos e transmissões feitas pelo próprio usuário.
A distância foi menor na experiência de vídeo. A Vivo fez 72,9 pontos em uma escala de 100, contra 72,3 da Claro e 71,7 da Nio. O indicador considera aspectos como reprodução, tempo de carregamento e interrupções em vídeos de alta definição. Na confiabilidade, a Vivo somou 595 pontos; Nio e Claro ficaram com 584 e 569, respectivamente.
A exceção foi a qualidade consistente: a Nio atingiu 78,2%, seguida de perto pela Vivo, com 77,8%, e pela Claro, com 76,9%. Esse indicador aponta com que frequência a conexão oferece condições para tarefas comuns. A diferença de 1,3 ponto percentual entre a primeira e a última colocada é pequena, então vale evitar a leitura de que uma delas necessariamente terá uma conexão ruim para cada cliente.
O que os números dizem — e o que não dizem
A liderança em velocidade média não significa que todos os assinantes da Vivo atinjam 142,8 Mb/s em qualquer horário. O dado resume medições feitas por usuários e pode esconder variações entre cidades, bairros e residências. Também não é uma comparação direta entre o número anunciado nos planos e a velocidade de cada contrato.
Na prática, o desempenho percebido depende de mais peças do que a rede da operadora. Um roteador distante, paredes, interferência de outras redes ou um aparelho mais antigo podem reduzir a velocidade no Wi-Fi, mesmo quando a conexão que chega à casa é mais rápida. Por isso, resultados nacionais são úteis para uma visão geral, mas não substituem informações sobre cobertura e desempenho no endereço específico.
O recorte também não transforma uma empresa em vencedora em todos os usos: a Vivo liderou quatro indicadores, enquanto a Nio levou o de qualidade consistente. E os pontos de experiência de vídeo ficaram separados por apenas 1,2 ponto entre a maior e a menor nota.
A comparação deve ganhar recorte por cidade
A Opensignal informou que pretende apresentar no mês seguinte um levantamento de banda larga voltado às dez maiores cidades brasileiras. Esse detalhamento pode ajudar a mostrar diferenças que a média nacional não revela. Até lá, quem estiver escolhendo provedor pode usar o relatório como referência, mas deve conferir a disponibilidade no endereço, as condições do plano e a experiência de vizinhos na mesma região.
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