Após teste de 3 meses, Vivo negociará conexão via satélite conforme perfil de cada empresa
A operadora não detalhou os preços após a degustação, enquanto clientes individuais terão período promocional de 12 meses.
Redação ·
A Vivo vai definir individualmente as condições comerciais do Vivo Satélite para empresas depois de três meses de degustação, sem divulgar ainda preços ou regras para a etapa seguinte. A decisão, comunicada em 27 de outubro, deixa em aberto como a conectividade por satélite será incorporada aos contratos corporativos e quais perfis de negócio poderão se beneficiar do serviço.
O que muda para clientes empresariais
A oferta corporativa começou junto com o lançamento do Vivo Satélite, parceria com a Starlink que conecta celulares compatíveis diretamente a satélites quando não há cobertura móvel terrestre. A operadora informou que examinará cada contrato ao fim do período inicial, levando em conta as particularidades dos acordos com as empresas.
A degustação para o segmento B2B dura três meses. A Vivo não apresentou uma tabela de preços, pacote padrão ou critérios detalhados para a contratação posterior. Portanto, ainda não é possível saber se o serviço será vendido como adicional, incluído em determinadas ofertas ou dimensionado conforme o uso de cada cliente.
A modalidade não contempla todas as linhas empresariais: as condições divulgadas excluem M2M e Torpedo Empresas. A conectividade pode ser especialmente relevante para operações em locais afastados, mas a oferta inicial não deve ser confundida com cobertura contínua ou substituição integral das redes terrestres.
Uma conexão complementar à rede móvel
No modelo direct-to-device (D2D), os satélites da Starlink funcionam como extensão da rede da Vivo e utilizam espectro móvel da operadora. Na prática, o celular compatível tenta se conectar ao satélite quando está fora do alcance das antenas terrestres; não é necessário instalar uma antena externa no aparelho.
O serviço permite, conforme as informações de lançamento, trocar SMS, MMS e mensagens RCS, usar chamadas e mensagens pelo WhatsApp e acessar recursos de mapas da Apple e do Google. A disponibilidade depende de aparelho compatível e de condições de conexão, incluindo acesso desobstruído ao céu. Isso limita a ideia de que o satélite ofereça a mesma experiência de internet móvel de uma área urbana coberta por antenas.
Prazos diferentes para empresas e consumidores
A janela promocional para clientes empresariais é menor que a divulgada para pessoas físicas. Para consumidores elegíveis, a degustação se estende de 26 de outubro de 2026 a 25 de outubro de 2027; já no B2B, o prazo informado é de três meses. A Vivo ainda não detalhou o modelo para o público individual após o período gratuito, nem anunciou preços permanentes para empresas.
Essa diferença deixa dois temas em aberto: quanto custará manter o acesso e quais condições serão oferecidas a cada grupo. Para companhias com equipes em áreas rurais, rotas logísticas ou locais sem sinal terrestre, a avaliação individual pode permitir adaptar uma proposta às necessidades de cobertura. Mas, sem condições comerciais finais, não há como estimar o custo ou o ganho operacional de uma adoção ampla.
O sinal observado em outros mercados
A tecnologia já influencia a concorrência em alguns países. Um levantamento da Ookla citado em 27 de outubro apontou Nova Zelândia e Chile entre os mercados com maior uso de D2D. No Chile, a operadora Entel informou que cerca de 10% dos clientes conquistados no segundo trimestre de 2026 escolheram a empresa por causa da conectividade satelital. O dado se refere a novos clientes do período, e não a 10% de toda a base da companhia.
No Brasil, a Anatel prorrogou até 22 de abril de 2029 uma autorização temporária para testes de conexão direta entre celulares e satélites pela Vivo. A autorização estabelece um horizonte regulatório para a experimentação, mas não resolve por si só o preço ou a forma de comercialização do serviço. Para as empresas, a próxima etapa decisiva será conhecer as propostas individuais após a degustação e avaliar se a cobertura adicional justifica o investimento.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://www.mobiletime.com.br/noticias/27/10/2026/vivo-satelite-no-b2b/
- https://www.mobiletime.com.br/noticias/26/10/2026/vivo-satelite-starlink/
- https://www.mobiletime.com.br/noticias/27/10/2026/d2d-nova-zelandia-chile/
- https://teletime.com.br/27/10/2026/d2d-america-latina/
- https://canaltech.com.br/telecom/anatel-libera-starlink-sem-antena-direto-no-celular-para-vivo-ate-2029