Ueno Bank deixa até 2,9 milhões de clientes sob impacto de intervenção

Ueno Bank deixa até 2,9 milhões de clientes sob impacto de intervenção

A ação do Banco Central do Paraguai veio acompanhada da renúncia de Carlos Carvallo e de um plano de ressarcimento ainda dependente do Congresso.

Redação ·

A intervenção no Ueno Bank, no Paraguai, colocou até 2,9 milhões de clientes diante de restrições a contas e investimentos. A medida foi tomada pelo Banco Central paraguaio em 3 de novembro, após problemas de solvência, e desencadeou uma crise política que levou à renúncia do presidente da autoridade monetária, Carlos Carvallo.

O Ueno é um dos maiores bancos digitais do país. A crise também expôs recursos de órgãos públicos: a reportagem da Gazeta do Povo cita cerca de US$ 850 milhões em depósitos e investimentos de entidades estatais na instituição.

Por que o banco foi intervindo

Segundo relatos publicados sobre o caso, o regulador identificou insuficiência de capital e problemas de solvência. A BBC também noticiou suspeitas de empréstimos irregulares. Com a intervenção, serviços foram suspensos ou limitados enquanto as autoridades iniciavam um procedimento para administrar a instituição e proteger os depositantes.

A dimensão do Ueno ajuda a explicar a repercussão: as reportagens estimam que o banco atendia aproximadamente 2,9 milhões de pessoas, perto de 40% da população paraguaia. Clientes foram às ruas em Assunção para protestar contra a situação e as dificuldades de acesso a recursos.

Mudança no Banco Central e ressarcimento

Carvallo deixou a presidência do Banco Central em 3 de novembro, a pedido do presidente Santiago Peña. Ele permaneceu no cargo durante a transição ligada à resolução do banco. No dia seguinte, Peña indicou o economista Raúl Vera Bogado para comandar a instituição.

O governo também anunciou medidas para devolver recursos aos clientes, mas o plano dependia de aprovação do Congresso. A garantia de depósitos prevista pelas regras paraguaias cobre valores de até 228 milhões de guaranis por pessoa, segundo reportagem de O Globo. Assim, o anúncio de ressarcimento não significava que todos os valores seriam pagos imediatamente ou sem condições: o procedimento e a cobertura aplicável são parte central da resposta oficial.

O caso reúne uma intervenção financeira de grande alcance no Paraguai e uma troca no comando do órgão responsável pela supervisão bancária. A crise ainda estava em andamento em 4 de novembro, com clientes aguardando a execução das medidas anunciadas.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/quebra-de-banco-digital-desencadeia-crise-no-paraguai-e-derruba-chefe-do-banco-central/
  2. https://www.reuters.com/business/finance/paraguays-central-bank-chief-resigns-presidents-request-digital-lender-crisis-2026-11-03/
  3. https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/04/paraguaios-vao-as-ruas-em-protesto-apos-quebra-de-banco-digital-e-renuncia-do-presidente-do-bc.ghtml
  4. https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/04/presidente-paraguai-anuncia-medidas-crise-bancaria.ghtml
  5. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjy56zrrnn25o