Trajeto via Argentina e Equador termina com chegada de Flávio Bolsonaro a Miami
O Gulfstream G400 usado pela família fez uma escala em Guayaquil antes de seguir para a Flórida, em 28 de outubro.
Redação ·
Flávio Bolsonaro chegou à região de Miami na manhã de 28 de outubro, depois de viajar com a família em um jato particular que saiu da Argentina, passou pelo Equador e seguiu aos Estados Unidos. O percurso não cruzou o espaço aéreo brasileiro e ocorreu em meio a uma ordem judicial relacionada à entrega de passaportes e à saída do país, segundo a cobertura do caso.
Um percurso com duas etapas internacionais
A família entrou na Argentina na noite de 27 de outubro, pela região de Misiones. Já perto da meia-noite, embarcou em Puerto Iguazú em um Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly. O primeiro destino foi Guayaquil, no Equador.
Depois da escala, o avião partiu rumo à Flórida. A aeronave pousou no Opa-locka Executive Airport, aeroporto próximo a Miami, por volta das 10h25, no horário de Brasília. Registros de rastreamento aéreo e a cobertura da chegada confirmaram o trajeto geral. Algumas previsões divulgadas antes do pouso apontavam horário um pouco diferente, em torno de 10h40.
Entre Puerto Iguazú e Guayaquil, o trajeto passou por Paraguai, Bolívia e Peru. Assim, o avião contornou o território brasileiro antes de cruzar o continente em direção aos Estados Unidos. Os dados públicos do voo ajudam a reconstituir a viagem, mas não esclarecem, por si só, a razão de cada decisão tomada pela família ou pela tripulação.
O que se sabe sobre a ordem judicial
A reportagem da Gazeta do Povo relaciona a saída à determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que Flávio entregasse os passaportes e não deixasse o país. A Polícia Federal teria apontado risco de saída do Brasil ao pedir medidas cautelares. Os detalhes processuais e o momento em que a ordem teria sido formalmente cumprida não ficam inteiramente esclarecidos nos relatos consultados.
Esse ponto importa porque a rota e a situação jurídica são assuntos distintos. O fato de o avião não ter sobrevoado o Brasil está amparado por informações sobre o itinerário. Já concluir que houve descumprimento de uma decisão ou tentativa deliberada de burlá-la exige apuração e avaliação das circunstâncias da ordem. A viagem, isoladamente, não equivale a uma decisão judicial que reconheça infração.
O que a viagem muda — e o que ainda falta esclarecer
A chegada aos Estados Unidos foi registrada por veículos de imprensa e por imagens no aeroporto. As informações disponíveis identificam Flávio, a esposa e as duas filhas como passageiros. Até o momento retratado nas reportagens, não havia um detalhamento público da defesa sobre a interpretação da rota ou sobre a ordem relacionada aos passaportes.
Para o público, o caso coloca em evidência como medidas cautelares podem afetar a possibilidade de deslocamento de uma pessoa e quais elementos são necessários para verificar se uma determinação foi cumprida. A confirmação do itinerário é apenas uma parte da história: a situação jurídica depende do teor da decisão, de sua comunicação e de eventuais manifestações das partes e do próprio Judiciário.
Os próximos passos relevantes são eventuais esclarecimentos de Flávio ou de seus representantes e informações oficiais sobre o alcance e a execução da decisão. Até que esses elementos estejam disponíveis, é importante separar os fatos confirmados — a viagem, as escalas e o pouso — das interpretações sobre intenção ou eventual descumprimento.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://www.gazetadopovo.com.br/republica/aviao-de-flavio-bolsonaro-pousa-em-miami-apos-rota-evitar-o-espaco-aereo-brasileiro/
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/28/voo-flavio-bolsonaro-chega-aos-eua.ghtml
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/28/veja-rota-de-voo-flavio-bolsonaro-a-caminho-dos-eua.ghtml
- https://www.bbc.com/portuguese/articles/c617k8y8zw1lo.amp