Tifanny quer seguir no vôlei, mas está fora das competições da CBV

Tifanny quer seguir no vôlei, mas está fora das competições da CBV

A oposta do Osasco voltou a se manifestar em 2 de novembro, após decisões judiciais e desportivas divergentes sobre sua elegibilidade na Superliga 2026/2027.

Redação ·

Tifanny Abreu afirmou nesta segunda-feira, 2 de novembro, que pretende continuar no vôlei, apesar de estar sem condição de jogo nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A oposta do Osasco publicou uma mensagem nas redes sociais em meio a uma disputa que passou pela Justiça comum e pela Justiça Desportiva. A declaração marca sua posição pessoal; não altera as decisões que, por enquanto, barram sua participação.

O que a mensagem diz — e o que ela não muda

Tifanny escreveu que seguirá existindo, resistindo e acreditando na possibilidade de continuar na modalidade. Também falou sobre a relação com a profissão que escolheu e sobre sua disposição de enfrentar os obstáculos. A publicação não trouxe um novo pedido judicial, decisão sobre elegibilidade ou anúncio de retorno às quadras.

O ponto é importante porque a situação esportiva da atleta depende de uma disputa institucional ainda diferente da mensagem pública. A fala reafirma seu desejo de permanecer no vôlei, mas, até a publicação, ela não tinha autorização vigente para disputar torneios da CBV, como a Superliga.

Como a situação mudou em outubro

Em 16 de outubro, a 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que autorizou Tifanny a atuar pelo Osasco na Supercopa e na Superliga. A medida provisória permitiu que ela jogasse a final da Supercopa contra o Praia Clube. O Osasco venceu por 3 sets a 0, e a oposta marcou 15 pontos e recebeu o Troféu VivaVôlei de melhor jogadora da partida.

A liminar, porém, não encerrou a discussão sobre as regras de elegibilidade da CBV. O caso também tramitava na Justiça Desportiva, que analisa questões ligadas às competições e às normas esportivas. São instâncias diferentes: uma decisão da Justiça comum não equivale a uma alteração automática das regras ou do entendimento dos órgãos desportivos.

Em 23 de outubro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar da primeira instância. No mesmo dia, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol rejeitou por unanimidade o mandado de garantia apresentado pela atleta. Com as duas decisões, deixou de valer a autorização provisória para jogar e a Justiça Desportiva manteve o impedimento nas competições da CBV.

O que pode acontecer agora

A defesa de Tifanny informou que pretende recorrer à Justiça comum. Até a manifestação publicada em 2 de novembro, porém, as informações disponíveis não apontavam uma nova decisão que revertesse a suspensão da liminar ou liberasse a atleta para as competições da confederação.

Na prática, o caso segue dividido entre o debate jurídico e a disputa sobre elegibilidade esportiva. A manifestação de Tifanny deixa claro que ela quer continuar atuando, mas qualquer mudança concreta na condição de jogo dependerá de novos passos nos órgãos competentes. Enquanto isso, o Osasco e a atleta seguem sem uma autorização vigente para inscrevê-la nos torneios da CBV.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://ge.globo.com/ma/volei/noticia/2026/11/02/tifanny-quebra-o-silencio-e-reforca-desejo-de-seguir-no-volei-continuo-aqui.ghtml
  2. https://ge.globo.com/volei/noticia/2026/10/16/justica-concede-liminar-e-determina-que-cbv-aprove-tifanny-na-supercopa-e-superliga-sob-pena-de-multa.ghtml
  3. https://ge.globo.com/volei/noticia/2026/10/23/justica-desportiva-veta-tifanny-por-unanimidade-e-atleta-perde-liminar-para-jogar-pelo-osasco.ghtml