Thaise Saeter Rytenband propõe dividir investimentos entre mercados
Em artigo publicado pela Gazeta do Povo em 4 de novembro, a pesquisadora argumenta que a diversificação pode proteger o patrimônio sem afastar investimentos do Brasil.
Redação ·
A diversificação internacional pode ser vista como uma forma de reduzir a dependência de uma única economia, e não como um sinal de desconfiança no Brasil. Essa é a tese defendida por Thaise Saeter Rytenband, sócia e fundadora da Convex Research e da Convex Wealth, em artigo publicado pela Gazeta do Povo em 4 de novembro de 2026.
A autora argumenta que deixar todo o patrimônio exposto ao mesmo país e à mesma moeda concentra riscos. Entre os fatores que podem afetar o poder de compra, ela cita inflação, variações cambiais, mudanças nos juros e crises econômicas. O artigo não apresenta números ou recomendações específicas de carteira; trata-se de uma defesa conceitual da diversificação.
Investir fora não significa romper com o Brasil
Rytenband observa que muitos brasileiros mantêm no país a família, os negócios e boa parte dos gastos, mesmo quando têm investimentos em outros mercados. Na visão dela, os recursos aplicados no exterior podem servir a objetivos de vida que continuam ligados ao Brasil.
O texto também sustenta que uma reserva distribuída entre diferentes economias pode dar mais margem para atravessar períodos turbulentos sem vender ativos às pressas. A autora relaciona essa proteção à capacidade de continuar investindo ou empreendendo no país, mas apresenta esse ponto como argumento, não como resultado medido ou garantido.
A discussão, portanto, é sobre como distribuir riscos dentro de um patrimônio. O artigo não compara produtos financeiros nem avalia qual proporção deveria ser aplicada fora do país: essa decisão depende da situação e dos objetivos de cada investidor.
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