Rio Negro aposta em alianças locais para levar inovação às empresas
O IV Fórum Rionegrense de Inovação será realizado em 4 de novembro, às 17h, na Casa da Ana, com entrada gratuita e foco em aproximar empreendedores, instituições e poder público.
Redação ·
Rio Negro, no sudeste do Paraná, realiza em 4 de novembro o IV Fórum Rionegrense de Inovação, encontro que busca aproximar empresários, instituições de ensino, entidades de apoio e poder público. A programação começa às 17h, na Casa da Ana, e tem como desafio transformar conversas e parcerias em iniciativas capazes de fortalecer empresas locais. A participação é gratuita.
O fórum faz parte do Inova Rio Negro, uma articulação que reúne diferentes setores da cidade. O grupo reorganizou sua governança em 2025, definiu um planejamento estratégico e passou a realizar encontros regulares. Em 2026, promoveu reuniões mensais e conversas com empresários, além de ações para envolver jovens na criação de ideias e projetos.
Uma rede que vem sendo construída há anos
A articulação atual se apoia em iniciativas anteriores. Em 2023, Sebrae/PR e Prefeitura de Rio Negro começaram a mapear empresas, instituições e setores com potencial para impulsionar a inovação. Um levantamento baseado em dados de 2020 identificou 299 empresas ligadas ao tema; 280 eram micro e pequenas empresas, que somavam 3.941 postos de trabalho.
Naquele recorte, a indústria representava 55,9% dos negócios mapeados, seguida por serviços, com 23,4%, e agropecuária, com 20,7%. Madeira, plástico e logística apareciam entre as cadeias produtivas prioritárias. Os números são históricos, não um retrato atualizado do mercado, mas ajudam a entender por que o município tenta conectar inovação à atividade econômica que já existe por lá.
Inovar também pode ser mudar processos
A discussão não se limita a equipamentos de alta tecnologia ou a grandes investimentos. Mudanças na gestão, na produção e na forma de atender clientes também podem melhorar a produtividade. Um exemplo citado na reportagem é a Jornada da Produtividade, iniciativa do Senai voltada a empresas da região.
Essa abordagem importa especialmente para negócios menores, que podem não ter orçamento para desenvolver tecnologias próprias. Trocar experiências, acessar orientação e encontrar parceiros pode ajudar a testar melhorias com menos barreiras. O resultado, porém, depende de transformar o contato em projetos concretos, e não apenas em encontros pontuais.
Uma empresa local como exemplo
A Remembeer, fundada em Rio Negro em 2016, desenvolve soluções de autosserviço de bebidas. A empresa mantém no município sua fábrica e parte da estrutura tecnológica, e atende operações no Brasil e projetos internacionais. Para crescer, precisou integrar equipamentos, software e pagamentos, além de padronizar processos e estruturar seu modelo de negócios.
O fundador, Jean Moro, aproximou-se do ecossistema local no fórum de 2025 e passou a participar de um grupo de lideranças de inovação. Segundo o relato da matéria, a empresa também contratou profissionais e passou a trabalhar com fornecedores da região. O caso ilustra como conexões institucionais podem repercutir além da empresa, movimentando prestadores de serviço e outros negócios locais.
O próximo passo é medir resultados
Ampliar a participação empresarial é um dos desafios do Inova Rio Negro. Para mostrar se a rede está avançando, será importante acompanhar indicadores como empresas envolvidas, parcerias firmadas, capacitações, projetos desenvolvidos e novos negócios criados. Esses dados ajudam a separar a movimentação de curto prazo de mudanças que realmente se sustentam.
O fórum de novembro abre espaço para aproximar os atores da cidade, mas o impacto vai depender da continuidade das ações e de políticas públicas que apoiem quem empreende. Para os negócios locais, a aposta é que mais troca de conhecimento e cooperação ajude a encontrar soluções para problemas cotidianos e novas oportunidades de mercado.
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