Querosene de aviação acumula alta de 84% em 2026 após novo reajuste da Petrobras
A estatal elevou o preço em R$ 0,45 por litro neste domingo, 1º de novembro, e atribuiu a pressão às cotações externas e a fatores geopolíticos.
Redação ·
O combustível usado nos voos ficou mais caro outra vez: a Petrobras elevou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir deste domingo, 1º de novembro. São R$ 0,45 a mais por litro em relação a outubro. Com o novo ajuste, o QAV acumula alta de cerca de 84% no Brasil desde o início do ano, segundo levantamento da Eixos.
O aumento não muda automaticamente o preço das passagens no mesmo percentual. Mas adiciona pressão a uma das principais despesas das companhias aéreas, que podem absorver parte do custo ou repassá-lo aos bilhetes conforme seus contratos, concorrência e condições de mercado.
O que está por trás da alta
A Petrobras relacionou o reajuste à elevação das cotações internacionais do QAV. A estatal também citou as tensões geopolíticas no Oriente Médio e a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em meio à guerra entre os dois países, como fatores que afetam a oferta e os preços lá fora.
O calendário de reajustes ajuda a entender como esse movimento chega ao Brasil: a Petrobras revisa mensalmente, no começo de cada mês, os preços que cobra das distribuidoras. O modelo segue uma fórmula prevista em contrato e considera a variação do combustível no exterior e do dólar. A empresa diz que essa dinâmica suaviza mudanças de curto prazo, em vez de repassar diariamente cada oscilação internacional.
Uma sequência de aumentos
O reajuste de novembro veio depois de uma alta de 11,76% aplicada em outubro. De acordo com a Eixos, a soma dos aumentos desde dezembro de 2025 chega a aproximadamente R$ 3,05 por litro. A escalada torna o combustível uma variável importante para os custos da aviação, embora não permita, sozinha, prever o preço de uma passagem.
O QAV é comprado pelas distribuidoras, que abastecem as empresas aéreas. O custo final para cada companhia pode variar conforme condições comerciais e operações. Por isso, o aumento anunciado pela Petrobras não equivale a um reajuste automático e uniforme das tarifas para todos os passageiros.
O que isso pode significar para quem viaja
O combustível tem peso relevante nas despesas operacionais das empresas aéreas. Uma reportagem do setor, com base em dados da Abear, citou participação que pode chegar a 45%. Quando esse custo sobe, as companhias enfrentam pressão sobre suas margens e precisam avaliar como equilibrar o gasto com outros fatores, como câmbio, manutenção, pessoal, ocupação dos voos e demanda.
Isso pode influenciar decisões comerciais, mas as informações disponíveis não indicam um aumento específico de passagens anunciado pelas empresas por causa do reajuste de novembro. A passagem que o consumidor encontra também depende da rota, da antecedência da compra, da época do ano e da oferta de assentos. Em outras palavras: o combustível pesa na conta, mas não define sozinho o valor do bilhete.
O dado mais relevante para acompanhar nos próximos meses é se a sequência de altas continua e como ela se combina com o dólar e as cotações internacionais. Como o preço nacional é revisto mensalmente, novas mudanças podem aparecer no próximo ciclo, sem que isso signifique necessariamente repasse imediato ou na mesma proporção para quem compra passagem.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://www.gazetadopovo.com.br/economia/petrobras-aumenta-querosene-de-aviacao-em-7/
- https://www.eixos.com.br/combustiveis-e-bioenergia/qav-da-petrobras-sobe-72-em-novembro-e-acumula-alta-de-84-no-ano/
- https://www.poder360.com.br/poder-economia/petrobras-eleva-preco-do-querosene-de-aviacao-em-72/
- https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/11/petrobras-aumenta-preco-do-querosene-de-aviacao-em-72-em-novembro.shtml
- https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/petrobras-deve-aumentar-em-mais-de-7-o-preco-do-combustivel-de-aviacao-entenda/