PL escolhe Rogério Marinho para disputar o comando do Senado em 2027

PL escolhe Rogério Marinho para disputar o comando do Senado em 2027

A candidatura foi apresentada em Brasília em 4 de novembro; Tereza Cristina também aparece como possível nome da centro-direita para a eleição de fevereiro.

Redação ·

O PL oficializou em 4 de novembro a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado no próximo biênio. A eleição da Mesa está prevista para 1º de fevereiro de 2027, e a disputa ainda está em fase de articulação: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) busca a reeleição, enquanto Tereza Cristina (PP-MS) também é citada como possível candidata.

O lançamento coloca Marinho como o nome do PL, mas não significa que ele já tenha votos garantidos no plenário. Segundo relatos da reunião da bancada, 33 senadores presentes escolheram o parlamentar para representar o partido. Esse número se refere à decisão interna, não a compromissos individuais para a votação.

A disputa ainda depende de conversas

Marinho e Tereza Cristina ainda não haviam fechado um acordo para unificar as candidaturas. O senador do PL disse que os dois poderiam apresentar seus nomes e conversar mais adiante. Assim, a possibilidade de uma candidatura única da centro-direita segue em aberto.

Alcolumbre, atual presidente da Casa, é apontado como candidato à recondução. O resultado vai depender de articulações entre bancadas e senadores, e não apenas do tamanho dos partidos ou dos apoios anunciados publicamente. Na eleição anterior, em 2023, Marinho recebeu 32 votos e Rodrigo Pacheco foi eleito com 49.

O que está em jogo na exposição dos votos

A reportagem da Gazeta do Povo descreve uma estratégia de oposicionistas para tornar públicas as posições dos senadores antes da eleição. A ideia, segundo os articuladores ouvidos pelo jornal, é cobrar coerência de quem assumir compromissos e depois votar de outra forma. Mas manifestação pública de apoio não equivale a voto confirmado, especialmente numa disputa em que a votação no plenário é secreta.

O grupo também relaciona a eleição à condução de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Alexandre de Moraes. Essa pauta aparece como argumento político de apoiadores de Marinho; não é uma decisão institucional nem resultado da eleição. O que está definido até aqui é a candidatura do PL. A composição final da disputa e os apoios efetivos só serão conhecidos com o avanço das negociações.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.gazetadopovo.com.br/republica/direita-aposta-na-exposicao-de-votos-no-senado-para-derrotar-alianca-entre-alcolumbre-lula-e-moraes/
  2. https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/11/04/rogerio-marinho-do-pl-lanca-candidatura-a-presidencia-do-senado.ghtml
  3. https://www.poder360.com.br/poder-partidos-politicos/rogerio-marinho-lanca-candidatura-a-presidencia-do-senado-2/
  4. https://www.oliberal.com/politica/rogerio-marinho-diz-que-acordo-com-tereza-sera-fechado-no-futuro-e-evita-falar-em-rodizio-1.1190417