Pague Menos registra lucro ajustado de R$ 96,3 milhões no 3T26

Pague Menos registra lucro ajustado de R$ 96,3 milhões no 3T26

Receita líquida somou R$ 4,06 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 7,2% e a geração de caixa operacional quase triplicou em um ano.

Redação ·

O lucro ajustado da Pague Menos chegou a R$ 96,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado em 4 de novembro, veio acompanhado de avanço do EBITDA e de uma geração de caixa mais forte, apesar de as vendas crescerem em ritmo menor.

Rentabilidade ganhou força

O EBITDA ajustado — indicador que ajuda a acompanhar o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 278,8 milhões, crescimento de 7,2%. A margem ajustada ficou em 6,3%. Já o lucro líquido contábil foi de R$ 93,6 milhões, 23,4% acima do registrado um ano antes.

A companhia atribuiu a melhora operacional ao controle de despesas e aos ganhos de eficiência, incluindo renegociações de contratos e economias nas compras. O resultado financeiro também melhorou na comparação anual: ficou negativo em R$ 160,9 milhões, uma redução de 8,5% no valor da despesa.

A Pague Menos gerou R$ 165 milhões em caixa com suas operações no trimestre, quase três vezes o montante de igual período de 2025. Nos 12 meses encerrados no trimestre, essa geração somou R$ 690 milhões. A alavancagem permaneceu em 1,8 vez o EBITDA.

Vendas cresceram menos, mas rede avançou

A receita líquida foi de R$ 4,06 bilhões, alta de 5,4% em um ano. A cobertura do resultado pelo Brazil Journal reporta R$ 4,4 bilhões em receita e crescimento de 6,9%; os números correspondem a bases de receita diferentes. As vendas em mesmas lojas — que desconsideram unidades recém-abertas — avançaram 5,6%, abaixo do consenso citado pelo veículo.

O CEO Jonas Marques relacionou a desaceleração à comparação com uma base anterior forte e à perda de ritmo dos medicamentos GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade. A expansão da oferta de Mounjaro para outras redes também reduziu a participação da Pague Menos nessa categoria, segundo o executivo.

Outro fator foi o desempenho dos medicamentos sem receita, que cresceram 2,5%. A empresa associou o resultado mais fraco à menor procura por remédios para sintomas respiratórios, em um período com menos infecções desse tipo do que em anos anteriores.

Mesmo com esse ritmo, dados da IQVIA citados pelo Brazil Journal apontaram crescimento de 9,6% para a Pague Menos no trimestre, contra 9,1% para o setor, usando a metodologia de preços comparáveis. A rede abriu 14 lojas no período e previa inaugurar outras 25 no trimestre seguinte, com cerca de 50 aberturas planejadas para o ano.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://braziljournal.com/pague-menos-decepciona-na-receita-mas-compensa-no-ebitda-e-lucro
  2. https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/11/04/pague-menos-lucra-r-936-milhoes-no-3o-trimestre.ghtml
  3. https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/11/04/pague-menos-tem-lucro-ajustado-de-r-963-milhoes-no-terceiro-trimestre-alta-de-195.htm
  4. https://mercadoeconsumo.com.br/04/11/2026/noticias/pague-menos-amplia-lucro-em-195-no-3t26-vendas-digitais-crescem-328/