Oncoclínicas anuncia novo comando para reestruturação em meio a crise financeira
Empresa muda liderança para enfrentar alto endividamento e revisa estratégia para recuperação financeira.
A Oncoclínicas anunciou mudanças significativas em sua liderança como parte de uma reestruturação profunda para enfrentar uma grave crise financeira. A empresa, que atua no setor de tratamento de câncer, tem uma dívida líquida estimada em R$ 3,9 bilhões e vem realizando aumentos de capital para fortalecer seu caixa.
Contexto financeiro delicado
A empresa realizou três aumentos de capital em três anos, com o terceiro aprovado para captar até R$ 2 bilhões em outubro de 2025. Também aprovou anteriormente um aumento de cerca de R$ 1,5 bilhão para reduzir sua alavancagem. A dívida elevada e os desafios operacionais pressionam a Oncoclínicas a revisar sua estratégia de negócios.
Novas lideranças assumem o comando
Em fevereiro de 2026, Camille Loyo Faria, ex-CFO da Americanas, foi contratada como vice-presidente executiva para liderar diretorias corporativas e de negócios, incluindo áreas como jurídica, compliance, operações e recursos humanos. O fundador e ex-CEO Bruno Ferrari deixou a posição executiva para assumir um papel estratégico no conselho, permanecendo responsável pelas áreas médica e científica até a conclusão do processo de sucessão.
Ajustes estratégicos e operacionais
A Oncoclínicas abandonou planos de expansão fora da oncologia e a incorporação de hospitais, adotando uma estratégia de "voltar ao básico". A empresa revisou para baixo suas projeções de receita, estimando R$ 6,29 bilhões para 2026 e R$ 6,98 bilhões para 2027. Para 2025, a receita líquida foi projetada em cerca de R$ 1,47 bilhão no quarto trimestre.
Além disso, negociou o distrato de um contrato de locação de complexo hospitalar em São Paulo, liberando-se de um investimento de aproximadamente R$ 300 milhões sem custos adicionais. Venda de ativos não essenciais e ajustes operacionais foram implementados para aumentar eficiência e disciplina financeira.
Impacto e desdobramentos
A mudança na liderança e as medidas de reestruturação refletem a pressão dos acionistas, que buscam maior disciplina financeira e governança. A experiência de Camille Faria em reestruturações de grandes empresas é vista como um passo importante para recuperar a confiança do mercado e estancar a queima de caixa.
Este movimento ocorre em um contexto onde o setor de saúde, especialmente o de oncologia, enfrenta altos investimentos e margens apertadas, tornando a gestão financeira eficiente essencial para a sobrevivência e crescimento das empresas.
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- https://neofeed.com.br/negocios/depois-de-americanas-camille-faria-vai-comandar-reestruturacao-da-oncoclinicas/
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