Nunes Marques destaca a dimensão logística do voto antes do segundo turno
No encontro com observadores internacionais, o presidente do TSE citou mais de 500 mil urnas e a participação de 125,2 milhões de eleitores no primeiro turno.
Redação ·
Às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, usou a escala da operação eleitoral para explicar a dimensão do trabalho da Justiça Eleitoral. Em pronunciamento a diplomatas e observadores internacionais neste sábado, 24 de outubro, ele comparou a estrutura necessária para organizar a votação brasileira à mobilização do Super Bowl e afirmou que o pleito nacional exige uma operação ainda mais ampla.
A fala ocorreu durante a abertura do Programa de Convidados Internacionais, em Brasília, e teve como pano de fundo a preparação para a nova rodada de votação, marcada para o dia seguinte. Mais do que a comparação com o evento esportivo dos Estados Unidos, o discurso chamou atenção para a combinação de equipamentos, equipes e procedimentos que precisa funcionar ao mesmo tempo em milhares de municípios.
Uma operação distribuída por todo o país
Nunes Marques mencionou mais de 500 mil urnas eletrônicas preparadas para o processo. A estrutura, segundo o ministro, depende também do trabalho de magistrados, servidores da Justiça Eleitoral, mesários e colaboradores. A dimensão logística está justamente em coordenar esses recursos em locais diferentes, garantindo que os eleitores possam votar e que os resultados sejam encaminhados e totalizados.
O ministro apresentou o voto como elemento central da democracia e descreveu a tecnologia como parte de um sistema mais amplo, que envolve instituições e participação popular. A comparação com o Super Bowl serviu para ilustrar a complexidade de organizar um grande evento em escala nacional, e não para equiparar uma eleição a uma competição esportiva.
O tamanho da participação no primeiro turno
Outro número destacado no encontro foi o comparecimento de 125,2 milhões de brasileiros na primeira etapa da eleição. O total superou a participação registrada no primeiro turno de 2022, segundo os dados mencionados no pronunciamento. A presença dos eleitores também foi apontada como componente essencial da legitimidade do processo, ao lado dos mecanismos institucionais e tecnológicos.
Esse dado ajuda a dimensionar o desafio prático do segundo turno: a Justiça Eleitoral precisa manter a operação funcionando em escala nacional, enquanto o eleitor precisa encontrar condições para exercer o voto. O pronunciamento foi feito justamente no intervalo entre as duas etapas, quando as equipes se preparam para repetir a logística em mais uma jornada eleitoral.
Observadores apontam avanços e ajustes
Nunes Marques citou avaliações preliminares de missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul, do Centro Carter e da União Interamericana de Organismos Eleitorais. De acordo com o relato apresentado pelo ministro, as delegações avaliaram aspectos como o funcionamento das urnas, a preparação dos mesários, as auditorias e a divulgação dos resultados.
O balanço, porém, não foi descrito apenas como elogioso. O ministro afirmou que as observações do primeiro turno podem contribuir para aperfeiçoar o processo, com atenção a filas, biometria, acessibilidade, sinalização nos locais de votação e planejamento para imprevistos. São pontos que afetam diretamente a experiência do eleitor e podem orientar ajustes para pleitos futuros.
O que fica para o segundo turno
A comparação com o Super Bowl sintetiza a dimensão que o TSE quis apresentar a representantes estrangeiros, mas o teste imediato para a estrutura eleitoral é a votação de domingo. O desafio será coordenar novamente equipamentos, equipes e procedimentos, preservando as condições de acesso e a apuração em todo o país.
Para o eleitor, a escala da operação se traduz em algo concreto: conseguir votar com segurança e ter seu voto incorporado ao resultado. Ao destacar tanto a capacidade logística quanto os pontos que ainda podem melhorar, Nunes Marques colocou a preparação eleitoral e o aperfeiçoamento contínuo no centro da conversa com as missões internacionais.
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- https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/nunes-marques-compara-organizacao-eleicao-super-bowl/
- https://noticias.r7.com/eleicoes/2026/nunes-marques-discurso-sobre-eleicoes-as-vesperas-do-segundo-turno-24102026/
- https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/24/tse-reune-observadores-internacionais-na-vespera-do-segundo-turno-e-nunes-marques-diz-eleicao-mobiliza-estrutura-maior-que-a-do-super-bowl.ghtml
- https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/10/7527059-nunes-marques-destaca-participacao-popular-e-organizacao-das-eleicoes.html