Microsoft exige NPU de 40 TOPS para classificar um PC como Copilot+
A categoria também pede pelo menos 16 GB de memória e 256 GB de armazenamento, mas esses requisitos não garantem que todo aplicativo de IA rode localmente.
Redação ·
Comprar um computador com inteligência artificial no nome não basta para garantir os recursos associados à categoria Copilot+ da Microsoft. A classificação exige uma NPU com pelo menos 40 TOPS, 16 GB de memória e 256 GB de armazenamento; o ganho prático depende também de programas compatíveis com esse hardware.
A discussão ganhou espaço no Brasil em 4 de novembro, quando a Positivo Tecnologia publicou uma análise sobre o que observar na compra de notebooks. O ponto central é separar duas coisas que podem parecer iguais na vitrine: um computador que oferece alguma função de IA e um PC que cumpre os requisitos específicos do selo Copilot+.
O que a NPU faz
NPU é a sigla em inglês para unidade de processamento neural. É um componente voltado a executar certos cálculos usados por recursos de inteligência artificial, enquanto CPU e GPU continuam responsáveis por outras tarefas do computador. Em aplicações preparadas para isso, a NPU pode cuidar, por exemplo, de efeitos de imagem em chamadas ou de legendas automáticas.
Executar essas tarefas no próprio aparelho pode reduzir a necessidade de enviar dados à nuvem e aliviar o trabalho de outros componentes. Mas não é uma vantagem automática: o aplicativo precisa oferecer suporte ao processamento pela NPU. A presença do chip, sozinha, não transforma qualquer programa em uma ferramenta de IA local.
O selo não é uma nota geral de desempenho
Os 40 TOPS — trilhões de operações por segundo — são um requisito de capacidade da NPU para a categoria Copilot+. A cifra não mede sozinha a velocidade de todo o notebook nem garante que um modelo específico funcione melhor. Processador, memória, refrigeração e otimização do software também influenciam o resultado.
Os 16 GB de RAM e os 256 GB de armazenamento são pisos para essa classificação, não uma recomendação universal para qualquer uso. Navegação e tarefas cotidianas podem caber nessa configuração; edição pesada, jogos, máquinas virtuais ou modelos de IA maiores podem pedir mais memória e espaço. Vale conferir as necessidades dos programas que você pretende usar e se o armazenamento pode ser ampliado.
Também é importante olhar além do selo: recursos de IA podem depender da versão do Windows, de atualizações, idioma e disponibilidade regional. E uma NPU não substitui uma placa gráfica dedicada em todas as tarefas. Para escolher bem, o critério continua sendo o uso real — com a capacidade de IA como mais um item da ficha técnica, não como atalho para avaliar a máquina inteira.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://www.terra.com.br/byte/notebook-com-ia-o-que-muda-na-hora-de-escolher-o-proximo-computador,5e16a97cb992f62d2c6a950d4fcf93509420l1i7.html
- https://www.microsoft.com/en-us/windows/learning-center/copilot-plus-pcs-windows-pcs-differences
- https://learn.microsoft.com/en-us/windows/ai/npu-devices/
- https://www.microsoft.com/en-us/store/b/ai-pc-laptop-guide