Após críticas, Madison Square Garden prevê mais de 275 joias para sua equipe

Após críticas, Madison Square Garden prevê mais de 275 joias para sua equipe

A empresa chamou de “erro infeliz” o teste que simulou uma oferta de anéis; a controvérsia ganhou força após a cerimônia de abertura da temporada dos Knicks.

Redação ·

A Madison Square Garden Sports, empresa que administra o New York Knicks, afirmou em 23 de outubro que distribuirá mais de 275 anéis e outras peças comemorativas a jogadores, treinadores, funcionários e integrantes da organização. A medida veio depois que um teste interno de segurança digital usou uma falsa oferta de anéis do título para identificar quem clicaria em um link suspeito — uma escolha que provocou críticas dentro e fora da franquia.

A controvérsia ganhou visibilidade na semana de abertura da temporada da NBA, quando integrantes da comissão técnica receberam caixas que pareciam vazias durante a cerimônia do Knicks. Segundo relatos publicados na imprensa americana, os treinadores haviam sido avisados de que os anéis chegariam depois. Para funcionários que não receberiam uma joia, porém, a oferta simulada por e-mail tornou a celebração um assunto delicado.

Uma oferta que parecia oficial

A mensagem enviada a funcionários apresentava dois modelos de anel, dizia que o presente seria gratuito e personalizado e afirmava que a peça viria do mesmo joalheiro dos anéis dos jogadores. Na realidade, o convite fazia parte de uma simulação de phishing, técnica usada por empresas para testar se trabalhadores reconhecem mensagens fraudulentas.

Quem clicou foi direcionado a treinamento de cibersegurança. O episódio não envolveu, segundo as informações publicadas, uma compra real nem a entrega de dados financeiros. Ainda assim, a isca explorava um momento de orgulho coletivo e uma recompensa concreta, o que mudou a forma como muitos receberam o exercício.

A resposta da empresa

Após a repercussão, a MSG reconheceu que usar os anéis como isca foi um “erro infeliz”. A companhia também comunicou que mais de 275 peças seriam destinadas a pessoas ligadas à equipe e à organização. O anúncio indica uma tentativa de reparar a insatisfação, embora não apague a diferença entre uma promessa apresentada no e-mail e o plano real de distribuição.

A reportagem que revelou o teste também distinguiu a situação dos treinadores da dos funcionários. Os assistentes técnicos teriam recebido caixas sem os anéis e sido informados de que as peças chegariam posteriormente; muitos funcionários antigos, incluindo pessoas ligadas às operações comerciais do time, não estavam contemplados com joias. Esses detalhes ajudam a explicar por que a simulação foi interpretada como algo além de um teste técnico.

O que está em jogo nos testes de phishing

Simulações desse tipo procuram reproduzir mensagens convincentes, como avisos de entrega, solicitações de senha ou benefícios oferecidos no trabalho. O objetivo é identificar pontos vulneráveis e ensinar a equipe a verificar remetentes, links e pedidos inesperados. A escolha de uma recompensa de alto valor emocional pode aumentar a chance de cliques, mas também pode prejudicar a confiança se os participantes sentirem que foram enganados ou expostos.

No caso dos Knicks, o contraste era particularmente forte: a organização celebrava um título e, ao mesmo tempo, alguns funcionários recebiam uma promessa falsa relacionada à conquista. A discussão, portanto, não se limita à eficácia da simulação. Também envolve como a empresa comunica o exercício, o que faz depois de um clique e se o treinamento é percebido como orientação ou punição.

Um problema que vai além do basquete

Para empresas de qualquer setor, o episódio ilustra o equilíbrio necessário entre realismo e respeito aos trabalhadores. Um teste pode chamar atenção para riscos digitais, mas sua utilidade depende de ensinar práticas que possam ser aplicadas no cotidiano: confirmar pedidos fora do padrão, não inserir credenciais em páginas suspeitas e avisar a equipe responsável quando algo parecer estranho.

A promessa de mais de 275 peças é o desdobramento concreto anunciado pela MSG após as críticas. Já a repercussão deixa uma questão mais ampla para organizações que fazem exercícios semelhantes: a segurança melhora quando as pessoas entendem o risco e se sentem à vontade para reportá-lo, não apenas quando descobrem que caíram em uma isca.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://gizmodo.com/knicks-tone-deaf-championship-ring-phishing-test-sparks-backlash-2000829959
  2. https://www.nytimes.com/athletic/7715834/2026/10/22/knicks-ring-night-assistant-coaches-msg-employees/
  3. https://www.therepublic.com/2026/10/23/knicks-say-using-championship-rings-in-an-email-to-fool-employees-was-an-unfortunate-mistake/
  4. https://abcnews.com/US/knicks-ownership-employee-championship-rings-email-phishing-bait/story?id=137518831
  5. https://arstechnica.com/tech-policy/2026/10/knicks-sent-employees-fake-offer-of-championship-rings-in-phishing-test-report/