Com Congresso no radar, Guilherme Derrite mira segurança pública para 2027
Ao votar em São Paulo neste 25 de outubro, o senador eleito defendeu a redução da maioridade penal e estimou vantagem superior a 5 milhões de votos para Flávio Bolsonaro.
Redação ·
Guilherme Derrite, eleito senador por São Paulo, levou a pauta da segurança pública ao debate eleitoral neste domingo, 25 de outubro, ao votar na capital paulista. O político também manifestou confiança na vitória de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva e projetou uma diferença superior a 5 milhões de votos na apuração. A declaração, feita enquanto a votação ainda ocorria, é uma expectativa de campanha, não um resultado eleitoral.
A projeção não substitui a apuração
Derrite afirmou esperar que Flávio ampliasse a vantagem obtida no primeiro turno. A conta de mais de 5 milhões de votos representa a avaliação do aliado sobre o desfecho da disputa; só a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia confirmar o resultado e a margem entre os candidatos.
O segundo turno presidencial ocorre em 25 de outubro. O calendário do TSE prevê votação das 8h às 17h, no horário de Brasília. Até o encerramento das seções e a divulgação dos dados oficiais, declarações de candidatos e apoiadores devem ser entendidas como manifestações políticas, e não como antecipação do resultado.
Depois de votar em São Paulo, Derrite disse que seguiria para Brasília, onde acompanharia a apuração com Flávio e outros integrantes da campanha. A agenda também mostra como lideranças partidárias usam o dia da votação para reafirmar alianças e apresentar suas prioridades para o próximo ciclo político.
Segurança pública como prioridade parlamentar
Além da disputa presidencial, Derrite apontou a segurança pública como um dos temas centrais de sua atuação no Congresso a partir de 2027. Entre as propostas que mencionou está a redução da maioridade penal, assunto ligado à PEC 32/2015, que tramita na Câmara dos Deputados e trata do tema.
O perfil institucional de Derrite na Câmara o registra como deputado federal por São Paulo no mandato 2023–2027 e integrante da comissão especial relacionada à proposta. A informação ajuda a situar a pauta: a discussão não se encerra com a declaração feita durante a votação e depende da tramitação legislativa e da deliberação dos parlamentares.
O que seria necessário para mudar a regra
Uma proposta de emenda à Constituição precisa cumprir etapas específicas no Congresso. Para avançar, deve ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos dos parlamentares em cada votação. Assim, mesmo que a PEC seja votada pelos deputados ainda em 2026, como Derrite disse esperar, a análise no Senado e a obtenção dos quóruns necessários continuam sendo passos decisivos.
A redução da maioridade penal é um tema de debate público recorrente, que envolve segurança, responsabilização de adolescentes e políticas de prevenção. O posicionamento do senador eleito sinaliza que ele pretende defender a proposta, mas não significa que o texto tenha sido aprovado ou que as regras atuais já tenham mudado.
O que acompanhar após o domingo
O primeiro desdobramento imediato é a apuração da eleição presidencial, que definirá se a projeção de Derrite se confirma. No campo legislativo, o andamento da PEC e a composição do Congresso a partir de 2027 serão relevantes para avaliar as chances de discussão e votação da matéria.
Para o eleitor, são duas frentes diferentes: a escolha de quem ocupará a Presidência e o debate sobre alterações constitucionais na política de segurança. A fala de Derrite conecta ambas, mas os resultados dependem de processos próprios — a contagem oficial de votos, de um lado, e a tramitação parlamentar, de outro.
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