Ericsson põe eficiência à prova em testes de rede móvel na América Latina

Ericsson põe eficiência à prova em testes de rede móvel na América Latina

Os pilotos previstos para os próximos meses devem incluir grupos de 10 a 15 sites e comparar capacidade, cobertura, consumo de energia e desempenho de subida de dados.

Redação ·

A Ericsson planeja testar nos próximos meses uma nova geração de antenas em diferentes mercados da América Latina para medir se a atualização melhora a capacidade e a cobertura das redes móveis sem elevar o consumo de energia. Brasil, México, Chile e Colômbia estão entre os países onde a demanda por modernização é maior, segundo Ángel Rivera, CTO da companhia para o norte da região e o Caribe.

Os ensaios devem ocorrer com operadoras e em ambientes urbanos e rurais. Alguns abrangerão grupos de 10 a 15 sites, permitindo observar o desempenho da infraestrutura em conjunto, em vez de avaliar apenas uma antena isolada. A Ericsson quer reunir resultados antes de embasar decisões de investimento.

O que os testes vão medir

A empresa pretende comparar indicadores de capacidade, cobertura, consumo elétrico e desempenho no uplink — o envio de dados do aparelho para a rede. Esse aspecto importa em atividades como videochamadas, transmissões ao vivo e envio de arquivos, que dependem de uma conexão de subida estável.

A nova família de antenas, diz a Ericsson, pode elevar o tráfego suportado entre 15% e 30% e reduzir em até 30% a energia consumida. Esses percentuais são estimativas da fabricante, não resultados já comprovados em todos os países ou tipos de rede. O efeito real dependerá, entre outros fatores, da configuração dos sites, das faixas utilizadas, da carga de cada área e da idade dos equipamentos substituídos.

Por que operadoras avaliam a troca

Parte da infraestrutura em operação foi instalada há mais de dez anos. Ao mesmo tempo, as empresas precisam acomodar o crescimento do uso de dados, ampliar serviços 4G e 5G e reorganizar frequências antes empregadas em tecnologias antigas, como 2G e 3G. A atualização de antenas e rádios pode aumentar a capacidade de estruturas existentes, alternativa que, em determinadas áreas, evita depender exclusivamente da construção de novos sites.

O processo de refarming — a destinação de frequências de padrões antigos para redes mais recentes — exige planejamento. Operadoras precisam manter serviços para aparelhos e equipamentos conectados que ainda dependem de tecnologias legadas, além de garantir alternativas para voz e comunicação entre máquinas. Por isso, a modernização não se resume à troca física de uma peça: envolve decisões sobre espectro, equipamentos e continuidade do serviço.

A expansão do 5G aumenta a pressão

O avanço regional ajuda a explicar o interesse em atualizar a infraestrutura. A GSMA registrou mais de 30 operadoras com serviços comerciais de 5G em 13 países latino-americanos e projetou que a tecnologia ultrapasse metade das conexões móveis da região até 2030. A organização também destaca a importância de combinar faixas de espectro: frequências baixas favorecem alcance, enquanto as médias ajudam a atender grandes volumes de tráfego.

Esse cenário não é uniforme. A necessidade de investimento varia conforme a cobertura existente, o perfil de uso e as condições regulatórias de cada país. Em zonas urbanas densas, o desafio pode ser absorver mais tráfego nos sites atuais; em áreas afastadas, ampliar o alcance e conter o custo operacional podem ter mais peso.

Eficiência terá de ser demonstrada

Para as operadoras, a conta combina qualidade percebida pelos clientes, retorno do investimento e metas ambientais. Uma redução de energia por site pode ajudar, mas precisa ser analisada junto com o volume de dados atendido: se o tráfego cresce, a métrica por unidade de dado também é relevante para avaliar o ganho.

A Ericsson pretende usar os pilotos para transformar as estimativas em medições comparáveis. Até que os testes sejam concluídos, os benefícios anunciados devem ser entendidos como potenciais. O resultado poderá orientar decisões de atualização em mercados que buscam ampliar a capacidade do 4G e do 5G com melhor aproveitamento da infraestrutura existente.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.mobiletime.com.br/noticias/26/10/2026/modernizacao-das-antenas/
  2. https://www.gsma.com/solutions-and-impact/connectivity-for-good/mobile-economy/wp-content/uploads/2025/05/GSMA_Latam_ME2025_POR_R_Web.pdf
  3. https://www.gsmaintelligence.com/research/the-mobile-economy-latin-america-2025
  4. https://www.ericsson.com/49e9b6/assets/local/reports-papers/mobility-report/documents/2025/ericsson-mobility-report-june-2025.pdf