Edson Ramuth propõe mudanças graduais na rotina antes das festas
O médico sugere combinar refeições completas, movimento semanal e acompanhamento individual, sem transformar a ceia em uma lista de proibições.
Redação ·
A preparação para as festas de fim de ano não precisa começar com cortes extremos. O médico Edson Ramuth recomenda ajustar a alimentação e incluir atividade física aos poucos, levando em conta a saúde e a rotina de cada pessoa. A ideia é adotar mudanças que possam continuar depois do Réveillon, em vez de apostar em soluções rápidas.
O que colocar no prato
No almoço e no jantar, a orientação é combinar verduras e legumes com uma fonte de proteína — como ovos, peixe ou frango — e alimentos como arroz e feijão. Em vez de reduzir a refeição a folhas, a proposta é variar os grupos alimentares e ajustar as porções às necessidades individuais.
Uma troca simples sugerida por Ramuth é substituir refrigerantes e bebidas adoçadas por água. Nas ceias, também dá para adaptar receitas sem excluir os pratos tradicionais: usar parte de iogurte natural no lugar da maionese do salpicão ou assar a rabanada são exemplos. Mesmo com mudanças nos ingredientes, a quantidade consumida continua fazendo diferença.
Movimento sem começar no limite
Caminhadas podem ser combinadas com exercícios de força, que ajudam a trabalhar a musculatura. Para adultos, a Organização Mundial da Saúde recomenda de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana e fortalecimento muscular em pelo menos dois dias. Quem está começando pode aumentar o tempo de exercício gradualmente e respeitar suas condições físicas.
A evolução também pode ser observada por mais de um indicador. Além do peso, Ramuth sugere acompanhar medidas corporais e mudanças práticas, como a disposição para caminhar ou subir escadas. Esses registros não substituem uma avaliação de saúde, mas ajudam a perceber o processo por diferentes ângulos.
Antes de definir metas, vale considerar histórico médico, medicamentos em uso e tentativas anteriores de emagrecimento. Para quem tem dúvidas ou condições de saúde, um profissional qualificado pode ajudar a adaptar as orientações; não há uma mesma meta ou plano adequado para todo mundo.
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