EAF conecta 51 pontos federais à fibra segura em cinco capitais

EAF conecta 51 pontos federais à fibra segura em cinco capitais

A primeira etapa inclui Aracaju, Goiânia, Macapá, Rio Branco e Vitória, dentro de um plano que prevê infraestrutura dedicada nas 27 capitais.

Redação ·

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) concluiu a primeira etapa da rede fixa privativa do governo federal em cinco capitais. A infraestrutura de fibra óptica pode conectar 51 pontos de atendimento de órgãos públicos em Aracaju, Goiânia, Macapá, Rio Branco e Vitória. O anúncio foi divulgado em 30 de outubro de 2026.

A capacidade informada para a rede é de 34,3 terabits por segundo (Tbps). Esse número descreve a capacidade técnica da infraestrutura, não a velocidade de internet disponível para cada servidor ou prédio. O projeto foi desenhado para conectar órgãos federais por uma malha dedicada, em vez de depender apenas das redes comerciais usadas pelo público.

Uma rede própria para serviços do governo

A proposta combina a rede fixa de fibra com outros componentes de comunicação privativa do Estado. A infraestrutura deve dar suporte à troca de dados entre unidades públicas e a serviços digitais que dependem de conexões estáveis. O Ministério das Comunicações já descreveu o projeto como uma rede com criptografia de ponta a ponta, voltada à proteção das comunicações governamentais.

Na prática, uma estrutura dedicada pode ajudar a reduzir a dependência de redes compartilhadas com outros clientes e oferecer mais controle sobre a conexão entre órgãos. Isso não significa, por si só, que todo serviço público ficará mais rápido ou que haverá mudanças imediatas para quem usa sites e aplicativos do governo. O efeito depende também dos sistemas, dos equipamentos e das ligações dentro de cada instituição.

Cinco cidades são o começo de um plano maior

A implantação faz parte de um projeto previsto para alcançar as 27 capitais brasileiras. O planejamento divulgado pelo governo menciona cerca de 6.500 pontos de atendimento. O primeiro lote, portanto, representa uma etapa inicial, e não a conclusão da rede nacional.

A expansão é relevante porque órgãos públicos espalhados pelo país precisam trocar informações e manter serviços conectados mesmo diante de falhas ou instabilidade em redes externas. Uma malha própria pode aumentar a resiliência das comunicações, mas sua utilidade dependerá da cobertura efetivamente entregue e da integração entre as unidades atendidas.

O plano também tem relação com as obrigações associadas ao leilão do 5G, que previu iniciativas de conectividade para a administração pública. A rede fixa é um dos braços do projeto; há também uma frente móvel, com implantação e operação próprias. São soluções diferentes, embora façam parte da estratégia de comunicações privativas do governo federal.

O que observar daqui para a frente

A entrega em cinco capitais abre caminho para novas etapas, mas o anúncio não detalha, por si só, quando cada uma das demais cidades e os milhares de pontos previstos estarão conectados. O cronograma e a entrada efetiva dos órgãos na rede serão importantes para medir o alcance prático do projeto.

Também vale separar capacidade de cobertura: uma rede com grande capacidade nominal pode transportar muito tráfego, mas isso não informa quantas unidades já estão usando o serviço nem o desempenho de cada ligação. Por enquanto, o dado concreto é a conclusão do primeiro lote de cinco capitais, com possibilidade de conexão para 51 pontos federais.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://convergenciadigital.com.br/governo/rede-fixa-privativa-de-governo-federal-tem-capacidade-de-343-tbps-em-cinco-capitais/
  2. https://teletime.com.br/29/10/2026/eaf-rede-privativa-capitais/
  3. https://www.gov.br/anatel/pt-br/assuntos/noticias/anatel-e-telebras-discutem-evolucao-da-rede-privativa-da-administracao-publica-federal
  4. https://www.gov.br/mcom/pt-br/noticias/2023/setembro/rede-privativa-de-governo-ja-possui-diretrizes-para-planejamento-e-implementacao-definidas