A escolha pela Copa deixou marca permanente na mão de Dibu Martínez
A fratura no dedo anular direito aconteceu na final da Liga Europa de maio e uma cirurgia exigiria cerca de seis semanas de recuperação.
Redação ·
A decisão de adiar uma cirurgia para disputar a Copa do Mundo deixou uma sequela duradoura para Emiliano “Dibu” Martínez. O goleiro argentino contou, em entrevista divulgada em 30 de outubro, que o dedo anular da mão direita não deve voltar ao estado de antes da fratura sofrida em maio, na final da Liga Europa.
A lesão não é recente: o fato novo é o relato público do jogador sobre como a escolha afetou sua mão. Martínez explicou que a operação teria um período de recuperação incompatível com a preparação para o Mundial. Sem o procedimento, o dedo consolidou fora da posição original e permaneceu torto, com mobilidade reduzida.
O que pesou na decisão
A fratura ocorreu semanas antes da Copa, quando Martínez defendia o Aston Villa. Segundo os relatos da entrevista, a cirurgia poderia afastá-lo por aproximadamente seis semanas — tempo que colocaria em risco sua participação no torneio pela Argentina. O goleiro preferiu seguir sem operar naquele momento.
A decisão envolveu também pessoas da comissão técnica e profissionais que acompanhavam a seleção. O técnico Lionel Scaloni apoiou a tentativa de manter o goleiro disponível, mesmo com a incerteza sobre a condição física dele. A escolha não eliminou o problema: significou disputar a competição convivendo com a lesão e postergar o tratamento cirúrgico.
Como ele conseguiu jogar
Durante a Copa, Martínez protegeu a mão com imobilização e uma peça de plástico sob as ataduras, além de uma luva adaptada. A proteção ajudava a reduzir o risco de impacto direto no dedo, mas não apagava a fratura nem garantia que o goleiro pudesse atuar sem dor. Ele contou que chegou a treinar evitando usar plenamente a mão afetada.
Para um goleiro, a mão é parte central do trabalho: agarrar, espalmar e distribuir a bola exige força e mobilidade dos dedos. Por isso, a decisão tinha um custo esportivo imediato e outro que só ficou mais claro depois. Martínez conseguiu estar com a Argentina no Mundial, mas agora descreve uma limitação que, segundo ele, deve permanecer.
Uma consequência que vai além do torneio
A fala do argentino mostra o dilema entre tratar uma lesão no momento indicado e tentar estar disponível para um compromisso de grande importância. No caso dele, a recuperação cirúrgica estimada significava perder a Copa; adiar a operação permitiu disputar o torneio, mas resultou numa alteração persistente no dedo.
O relato não significa que toda fratura tenha o mesmo caminho ou que a cirurgia seja sempre a única opção. O tratamento depende da lesão e da avaliação médica. Aqui, a informação é específica: Martínez disse que o osso consolidou desalinhado e que o dedo não voltará ao normal. A entrevista transforma em consequência concreta aquilo que, durante a Copa, era uma aposta para seguir em campo.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/2026/10/31/dibu-martinez-diz-que-dedo-quebrado-nunca-voltara-ao-normal-por-nao-ter-operado-antes-da-copa.ghtml
- https://www.nytimes.com/athletic/7739373/2026/10/30/emi-martinez-world-cup-finger-injury/
- https://www.usatoday.com/story/sports/soccer/2026/10/30/dibu-martinez-finger-surgery-injury-world-cup-argentina/92520490007/
- https://www.lanacion.com.ar/deportes/futbol/dibu-martinez-mostro-como-le-quedo-la-mano-tras-jugar-el-mundial-con-un-dedo-fracturado-y-confirmo-nid30102026/