Dell defende que incentivos a data centers incluam a indústria local
No evento da empresa em São Paulo, Diego Puerta citou produção brasileira de servidores e pediu que as regras do Redata considerem quem já fabrica no país.
Redação ·
O debate sobre o Redata não envolve só a instalação de data centers. No Dell Technologies Forum, realizado em São Paulo nesta quinta-feira (5), o presidente da Dell no Brasil, Diego Puerta, defendeu que a regulamentação do programa também leve em conta a indústria que já fabrica equipamentos no país.
Puerta disse que o incentivo não deveria se limitar a facilitar a importação de servidores para centros de dados. Segundo ele, a Dell produz localmente e já monta servidores voltados a aplicações de inteligência artificial. O executivo afirmou ainda que 95% das vendas da empresa no Brasil vêm de produção local e que, apesar da alta de custos, a companhia tem entregado esses equipamentos em cerca de 60 dias. São dados apresentados pela própria Dell.
O que o Redata prevê
O regime foi sancionado em setembro e oferece incentivos tributários a empresas que instalem, ampliem ou modernizem data centers no Brasil. Em troca, as companhias precisam cumprir contrapartidas, entre elas destinar ao mercado brasileiro ao menos 10% da capacidade beneficiada e investir 2% do valor dos produtos contemplados em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país.
A lei também prevê compromissos ligados a energia e sustentabilidade. Parte dos critérios ainda dependia de regulamentação, segundo informações oficiais e reportagens publicadas sobre a implementação do programa. É esse detalhamento que define como os benefícios serão aplicados na prática.
A disputa é por investimento e produção
A fala de Puerta coloca em evidência uma questão para a política de atração de data centers: como combinar a entrada de novos investimentos com o fortalecimento de fornecedores e fabricantes locais. O executivo afirmou que a Dell não busca proteção, mas quer que a produção nacional seja considerada na definição das regras.
Ele também descreveu o Brasil como um dos maiores polos mundiais de produção de eletroeletrônicos. Essa classificação foi apresentada pelo executivo, sem uma metodologia ou fonte estatística citada no relato do evento; por isso, não é possível tratá-la aqui como um dado independente confirmado.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://convergenciadigital.com.br/governo/dell-redata-nao-pode-ser-resumido-a-um-instrumento-de-liberacao-de-importacao-de-servidores-para-ia/
- https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2026/setembro/presidente-sanciona-o-redata-que-estimula-datacenters-e-desenvolvimento-tecnologico-no-brasil
- https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/setembro/regime-especial-de-tributacao-para-servicos-de-datacenter-e-sancionado
- https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/16/sancionada-lei-de-incentivo-para-a-instalacao-de-data-centers
- https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/15/lula-sanciona-programa-que-reduz-impostos-para-instalacao-e-ampliacao-de-data-centers.ghtml