Dario Durigan quer revisar políticas para melhorar resultado fiscal
A equipe econômica ainda não fechou as medidas para o mandato que começa em 2027, segundo o ministro.
Redação ·
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 3 de novembro, que o governo pretende melhorar as contas públicas sem retirar direitos sociais. A estratégia, segundo ele, combina uma revisão de políticas já existentes com um ajuste gradual — mas ainda não há medidas fechadas nem prazo para apresentá-las.
Durigan também disse que as conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a economia não justificam o receio de investidores em relação ao próximo mandato. Lula foi reeleito em 25 de outubro, e o governo começa a organizar a agenda econômica para o período que se inicia em 2027.
O que o governo pretende mudar
A revisão anunciada pelo ministro é voltada a avaliar como os programas públicos usam seus recursos, e não a extinguir direitos. Durigan afirmou que a equipe quer elevar o resultado primário — a diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento de juros — e direcionar melhor o dinheiro público, inclusive para investimentos considerados estratégicos.
O ministro não detalhou quais políticas podem passar por essa avaliação. Também não apresentou calendário para divulgar o pacote fiscal. Por enquanto, a sinalização é de que o governo busca conciliar as prioridades sociais defendidas na campanha com uma melhora gradual das contas.
Por que o mercado acompanha o tema
A fala ocorre em meio à cautela de investidores sobre a condução econômica do próximo mandato. A trajetória das despesas e da dívida pública pesa nessa avaliação: decisões sobre gastos e receitas influenciam as contas do governo e são acompanhadas pelo mercado ao projetar juros e inflação.
Durigan rejeitou a ideia de que as tratativas atuais com Lula justifiquem uma reação de medo, mas reconheceu que conciliar ajuste fiscal e compromissos sociais é um desafio. Sem medidas concretas ou cronograma anunciado, ainda não há detalhes suficientes para avaliar como o governo pretende alcançar esse equilíbrio.
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