Com 34 gols em 32 jogos, Corinthians encara Mirassol sob pressão

Com 34 gols em 32 jogos, Corinthians encara Mirassol sob pressão

Na Neo Química Arena, o time tenta sair da zona de risco após somar 33 pontos e marcar apenas uma vez por partida, em média.

Redação ·

O Corinthians chega à partida desta sexta-feira, 30 de outubro, contra o Mirassol, com um problema que aparece direto no placar: transformar ataques em gols. Na Neo Química Arena, em São Paulo, o time precisa pontuar para reagir na briga contra o rebaixamento. Depois de 32 rodadas, ocupa a antepenúltima posição, com 33 pontos, e marcou 34 vezes — média de 1,06 gol por jogo.

A conta que deixa pouca margem

O número de gols ajuda a explicar a pressão. Entre os 20 clubes da Série A, só a Chapecoense marcou menos: a equipe tem média de um gol por partida. Na outra ponta, o Flamengo, líder, apresenta saldo de gols de 40; o Palmeiras tem saldo de 34. Não é apenas uma diferença de colocação: produzir pouco no ataque torna mais difícil transformar empates em vitórias, justamente o que um time ameaçado precisa fazer para se afastar da parte de baixo da tabela.

A campanha corintiana até aqui soma oito vitórias, nove empates e 15 derrotas. Também sofreu 42 gols, média de 1,31 por jogo. Os números mostram uma equipe que tem de melhorar dos dois lados, mas a dificuldade de marcar ganha peso imediato diante de um confronto em casa, quando a expectativa é buscar os três pontos.

Onde a produção está aparecendo

A artilharia do Corinthians está espalhada. Yuri Alberto, André, Matheus Bidu e Gustavo Henrique têm quatro gols cada no Brasileirão. Rodrigo Garro aparece logo atrás, com três. A divisão tem um dado curioso: armadores e volantes fizeram 38% dos gols do time, enquanto zagueiros e laterais responderam por seis tentos cada grupo.

Isso não significa que os jogadores de meio-campo devam deixar de contribuir. Mas indica que a equipe não tem conseguido depender de forma consistente dos atacantes mais conhecidos. Yuri Alberto fez quatro gols em 21 partidas; em 2024, terminou como artilheiro do campeonato, com 15. Memphis Depay marcou uma vez em 14 jogos e não enfrenta o Mirassol por causa de um edema muscular na coxa direita.

Garro é o mais produtivo do trio GYM nesta edição: soma três gols e seis assistências em 29 partidas. Ainda assim, as nove participações diretas não bastaram para tirar o Corinthians da zona de risco. Lesões e limitações físicas também reduziram a presença de Memphis e Yuri ao longo da temporada.

O que Seedorf tenta mudar

Clarence Seedorf chegou recentemente ao comando da equipe e tem dado atenção especial à construção ofensiva. Uma das alternativas testadas foi usar três atacantes, buscando mais presença perto da área. A mudança, por si só, não resolve o problema: o time precisa criar chances e concluir melhor, especialmente com Memphis fora nesta rodada.

O duelo com o Mirassol está marcado para as 20h, pela 33ª rodada. Para o Corinthians, jogar em casa aumenta a oportunidade, mas não reduz a urgência. Uma vitória pode aliviar a situação na tabela; sem eficiência nas finalizações, porém, até o domínio da partida corre o risco de não virar resultado.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://ge.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2026/10/30/como-o-rendimento-do-ataque-virou-drama-para-o-corinthians-na-luta-contra-o-rebaixamento.ghtml
  2. https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2026/10/30/corinthians-x-mirassol-horario-e-onde-assistir-ao-jogo-do-brasileirao.ghtm
  3. https://www.espn.com.br/futebol/calendario/_/liga/bra.1