700 mudanças internas mostram como a Copel redesenha a progressão profissional

700 mudanças internas mostram como a Copel redesenha a progressão profissional

A estrutura de carreiras lançada em 2026 veio após um diagnóstico com cerca de 3 mil funcionários, iniciado no ano anterior.

Redação ·

A Copel contabilizou mais de 700 movimentações de carreira em 2026. As mudanças fazem parte da revisão de práticas de gestão de pessoas da companhia paranaense, que busca ampliar caminhos de desenvolvimento profissional depois da privatização, sem descartar a experiência acumulada pelos funcionários ao longo de décadas.

As informações foram apresentadas por Márcia Baena, vice-presidente de Gente e Gestão da empresa, em entrevista durante o Congresso Paranaense de Recursos Humanos, realizado em Curitiba em 28 e 29 de outubro. Segundo Baena, a nova estrutura de carreiras, lançada neste ano, permite movimentações menos limitadas pelo cargo em que o profissional entrou — inclusive para quem ingressou por concurso.

Como a Copel está redesenhando as carreiras

A mudança integra uma transformação mais ampla na gestão da Copel após a companhia deixar de ter o Estado como acionista controlador, em 2023. O desafio descrito por Baena é combinar práticas mais flexíveis com o conhecimento técnico e a identidade institucional construídos durante os 72 anos de história da empresa.

A companhia começou a mapear percepções dos funcionários em 2025. De acordo com a executiva, cerca de 3 mil pessoas responderam a uma pesquisa e mais de 300 participaram de grupos focais. A proposta, segundo ela, era ouvir equipes e incorporar diferentes experiências na definição das mudanças, em vez de deixar o desenho restrito à alta administração.

A preparação de lideranças também faz parte do processo. A empresa busca desenvolver gestores capazes de orientar equipes e apoiar a adaptação às novas práticas, além de administrar rotinas e processos. Baena afirmou que a participação nas pesquisas internas passou de 70% e relatou redução do absenteísmo e maior facilidade para atrair profissionais. A entrevista não detalha números para esses dois resultados.

Uma mudança de vários anos

A executiva estima que a consolidação de uma transformação cultural desse porte pode levar de três a cinco anos. É um prazo que, na avaliação dela, reflete o tamanho da companhia e o tempo necessário para atualizar práticas estabelecidas sem perder o conhecimento de quem já trabalha nela.

A matéria apresenta os dados e resultados como informações da própria Copel, por meio de sua vice-presidente de Gente e Gestão. As mais de 700 movimentações são o indicador concreto divulgado para 2026; os números de absenteísmo e atração de profissionais foram relatados sem quantificação.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/parana-sa/copel-transformacao-cultural-carreiras-privatizacao/
  2. https://www.gazetadopovo.com.br/parana/copel-privatizacao-evolucao-nove-meses/