CNC quer levar primeira redução da jornada a outubro de 2027
A entidade acionou o Supremo em 3 de novembro e também pediu regras de transição específicas para pequenos negócios.
Redação ·
A primeira etapa da redução da jornada semanal pode começar quase dez meses depois do previsto. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em ação protocolada em 3 de novembro, que o início da transição passe de 16 de dezembro de 2026 para 16 de outubro de 2027.
O pedido foi apresentado em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com solicitação de medida cautelar — uma decisão provisória enquanto o processo é analisado. A CNC não pede, segundo as reportagens consultadas, que a redução seja descartada. O argumento da entidade é que as empresas precisam de mais tempo para reorganizar turnos, contratar trabalhadores e renegociar acordos coletivos.
O que mudaria no calendário
A transição prevê uma primeira redução do limite semanal, de 44 para 42 horas, e depois a chegada a 40 horas. A CNC quer que a etapa das 42 horas comece em outubro de 2027 e que o limite de 40 horas passe a valer a partir de outubro de 2028.
A entidade também propôs que as 42 horas possam ser distribuídas em cinco dias, com jornadas de até 8 horas e 24 minutos, sem exigir negociação coletiva prévia. Como alternativa, pediu que microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte tenham a primeira etapa suspensa até a criação de regras específicas ou por um prazo definido pelo STF.
Essas são solicitações da CNC, não mudanças já aprovadas. A apresentação da ação, por si só, não altera o calendário em vigor: isso dependeria de uma decisão judicial.
O que acontece agora
O STF precisa avaliar primeiro o pedido de medida cautelar. As fontes consultadas não confirmam número da ação, relator ou decisão sobre a liminar; portanto, não há base para dizer que o tribunal já aceitou ou rejeitou o adiamento.
O intervalo até 16 de dezembro é central para o pedido, porque essa é a data prevista para a primeira etapa. Se houver decisão, ela poderá definir se o calendário será mantido ou alterado enquanto a ação segue para análise.
Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:
- https://www.gazetadopovo.com.br/economia/confederacao-do-comercio-pede-que-stf-adie-transicao-para-o-fim-da-escala-6-1/
- https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/cnc-aciona-stf-para-adiar-fim-da-escala-6x1
- https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/11/04/fim-da-escala-6x1-confederacao-do-comercio-pede-ao-stf-mais-prazo-de-transicao-para-nova-jornada-de-trabalho.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/economia/seu-bolso/empreendedorismo-e-trabalho/cnc-aciona-stf-para-adiar-fim-da-escala-6x1/
- https://valor.globo.com/legislacao/noticia/2026/11/04/cnc-pede-no-supremo-adiamento-das-novas-jornadas-de-trabalho.ghtml