Carteira de André Street mantém cerca de 20 startups e chega a US$ 200 milhões
O investidor começou a apostar em empresas antes da Stone e combina aportes com apoio direto a fundadores, segundo reportagem publicada em 4 de novembro.
Redação ·
O portfólio de André Street, cofundador da Stone, tem valor estimado perto de US$ 200 milhões e reúne participações em cerca de 20 startups. Os números foram publicados pelo Brazil Journal nesta quarta-feira, 4 de novembro, em um perfil sobre a atuação do empresário como investidor de capital de risco.
A cifra se refere ao valor estimado das empresas que ainda estão na carteira. Segundo a reportagem, vendas de participações e outras distribuições feitas ao longo dos anos já somaram mais de US$ 200 milhões. A publicação diz que Street esteve envolvido em aproximadamente 40 empresas, embora não detalhe um valor total confiável para os aportes originais: parte do dinheiro recebido em saídas foi reinvestida em novos negócios.
Mais do que colocar dinheiro
A reportagem descreve uma atuação próxima à dos fundadores. Além de investir, Street costuma ajudar com decisões de produto, contratação, estratégia comercial e captação. Em alguns casos, sua participação societária reflete esse envolvimento e pode ser maior do que a de um investidor que apenas aporta recursos.
O modelo também limita o número de empresas acompanhadas de perto: Street diz concentrar essa atenção em cinco ou seis projetos por vez. O objetivo, conforme relatado pelo Brazil Journal, é encontrar negócios em que sua participação possa alcançar ao menos US$ 20 milhões em três a cinco anos, com potencial de retorno de 10 a 20 vezes o capital investido. São metas declaradas pelo investidor, não garantias de resultado.
Apostas que deram certo — e as que não
Entre as empresas citadas estão QI Tech e Brex. No caso da QI Tech, Street apoiou a aproximação entre o fundador Pedro Mac Dowell e Emílio Tressoldi, que se tornou cofundador, e indicou profissionais para a empresa. Já a participação na Brex, fundada por Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, é apresentada pela reportagem como um grande acerto, com retorno de 100 vezes o capital investido.
A carteira também teve perdas. Street relatou ao Brazil Journal que sua participação na americana Sightline, ligada a pagamentos para o setor de jogos, hoje é avaliada em zero. Na Brain, uma tentativa de transformar uma empresa de recrutamento em plataforma digital não avançou; depois de cerca de um ano, ele devolveu o negócio ao empreendedor.
Uma trajetória que começou antes da Stone
Os primeiros investimentos descritos na reportagem vieram em 2010, depois da venda da Braspag e antes da fundação da Stone, em 2012. A Stone e seus fundadores ganharam projeção internacional com a abertura de capital da empresa na Nasdaq, em 2018, como noticiou o O Globo na época.
O perfil mostra uma estratégia em que o tempo e a rede de contatos do investidor são parte importante do aporte. A operação funciona no escritório da LTS, mas, segundo a matéria, Street decide negócio a negócio se parceiros ligados ao family office também participam; não há um fundo comum para esses investimentos.
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