Cadu e Allyson chegam ao domingo separados por 2,2 pontos no RN
Levantamento ouviu 1.780 eleitores entre 18 e 23 de outubro e aponta empate técnico na disputa pelo governo estadual.
Redação ·
A poucas horas da votação de segundo turno no Rio Grande do Norte, a pesquisa AtlasIntel indica uma disputa sem vantagem estatística entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil). No levantamento divulgado em 24 de outubro, Cadu aparece com 51,1% dos votos válidos, ante 48,9% de Allyson — diferença de 2,2 pontos percentuais, dentro da margem de erro de dois pontos.
O resultado sugere uma reta final aberta, mas não permite afirmar que um dos candidatos esteja efetivamente à frente. A escolha nas urnas acontece neste domingo, 25 de outubro, e a pesquisa funciona como um retrato do período em que as entrevistas foram feitas, não como previsão do resultado.
O que os números permitem concluir
A AtlasIntel entrevistou 1.780 eleitores potiguares entre 18 e 23 de outubro. O estudo tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07127/2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto.
Os percentuais divulgados são de votos válidos, cálculo que desconsidera brancos, nulos e indecisos. A diferença entre os concorrentes é ligeiramente maior que a margem indicada para cada lado, mas, em pesquisas eleitorais, a comparação considera a incerteza de ambos os resultados. Por isso, o cenário é classificado como empate técnico.
Uma virada numérica em relação ao primeiro turno
A fotografia atual contrasta com a última pesquisa AtlasIntel divulgada antes da primeira votação, em setembro. Naquele levantamento, Cadu tinha 39,5% dos votos válidos e Allyson, 28,8%, com margem de erro de três pontos percentuais.
Nas urnas do primeiro turno, porém, a diferença entre eles foi estreita: Allyson recebeu 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,16%. Os dois avançaram ao segundo turno, e os números mostram que o resultado da votação anterior já era bastante equilibrado, apesar da distância registrada pelo estudo de setembro.
Por que a margem importa para o eleitor
Uma diferença pequena em uma pesquisa não determina como cada pessoa deve votar, mas ajuda a dimensionar a incerteza da disputa. O levantamento não mede diretamente o resultado final, e mudanças de última hora, comparecimento e a distribuição dos votos podem influenciar a apuração.
Também é importante não comparar percentuais de estudos diferentes sem observar período, método, amostra e forma de apresentação. Uma sondagem feita semanas antes do primeiro turno não é equivalente a outra realizada nos dias imediatamente anteriores ao segundo. Os resultados são recortes de momentos distintos.
O que está em jogo no domingo
Cadu de Lula, identificado com o PT, e Allyson Bezerra, do União Brasil e ex-prefeito de Mossoró, disputam o comando do governo estadual. A proximidade registrada pela AtlasIntel põe o foco na votação efetiva: a pesquisa não oferece base para tratar a liderança numérica de Cadu como vantagem consolidada.
Para os eleitores, a informação mais relevante é justamente a incerteza. O resultado será definido nas urnas, e não pelo intervalo de confiança de uma sondagem. A divulgação também reforça por que metodologia, data de campo e margem de erro precisam acompanhar os percentuais na leitura de pesquisas eleitorais.
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- https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/atlasintel-governador-rio-grande-do-norte-outubro-2026-vespera-segundo-turno/
- https://exame.com/brasil/pesquisa-atlasintel-cadu-tem-511-e-allyson-489-no-2o-turno-no-rn/
- https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/10/24/pesquisa-atlas-cadu-de-lula-tem-511-e-allyson-489-dos-votos-validos-no-rn.amp.htm
- https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/rio-grande-do-norte/resultado-eleicoes-rio-grande-do-norte-allyson-cadu-de-lula-segundo-turno/