Audi vê Gabriel Bortoleto integrado ao projeto para além dos fins de semana de corrida
Allan McNish destacou o trabalho do brasileiro no simulador e na fábrica antes do GP de São Paulo, em Interlagos.
Redação ·
A participação de Gabriel Bortoleto na Audi vai além das sessões de pista. Em entrevista antes do GP de São Paulo, em Interlagos, o chefe da equipe, Allan McNish, destacou o envolvimento do brasileiro no simulador e na fábrica como parte do plano de longo prazo da escuderia.
A corrida deste fim de semana tem um significado especial para Bortoleto: é a etapa em casa do piloto, que disputa sua segunda temporada na Fórmula 1. McNish disse que percebeu evolução desde o ano passado e ressaltou a responsabilidade de representar uma equipe de fábrica, que compete com estrutura e objetivos próprios.
O que McNish vê no trabalho de Bortoleto
Segundo o dirigente, o brasileiro participa do desenvolvimento do time também fora dos GPs. A Audi acompanha Bortoleto desde a Fórmula 3 e o considera parte de um projeto de longo prazo. A avaliação veio numa temporada de estreia da equipe como operação oficial, com uma nova unidade de potência.
McNish disse que a equipe ficou satisfeita com resultados recentes, mas ainda busca melhorar desempenho e confiabilidade. Nico Hülkenberg marcou pontos em Singapura, e Bortoleto terminou em oitavo no México, igualando o melhor resultado da Audi na temporada até aquele momento.
Uma lembrança guardada desde 1989
A conversa também trouxe uma história de Ayrton Senna. McNish contou que, em 1989, quando era piloto de testes da McLaren, fez seu primeiro treino em um carro de Fórmula 1 em Estoril. Senna estava no outro lado da garagem.
Na época, ele comparava dados de acelerador, pressão de freio e velocidade observando os traços em dois pedaços de papel postos contra a luz. McNish afirmou que ainda guarda as folhas daquele teste. Sobre Senna, descreveu uma diferença marcante entre a pessoa fora da pista e o piloto, cuja velocidade e capacidade de encontrar aderência logo nas primeiras voltas o impressionaram.
A lembrança liga duas gerações da Fórmula 1 brasileira à atual temporada: Senna, que marcou a história da McLaren, e Bortoleto, que chega ao GP de casa como titular da Audi. Para a equipe, a etapa também é uma oportunidade de medir o trabalho feito em seu primeiro ano como time oficial de fábrica.
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