Alto Calçados já vendeu R$ 24,6 milhões e mira expansão regional

Alto Calçados já vendeu R$ 24,6 milhões e mira expansão regional

Marca de Ahmad Amer e Guga Garcia diz ter ultrapassado 100 mil pedidos e clientes desde o início da operação digital.

Redação ·

A Alto Calçados, marca gaúcha de calçados masculinos fundada por Ahmad Mahmoud Amer e Gustavo “Guga” Garcia, informou ter vendido R$ 24,6 milhões até 28 de outubro de 2026 e projeta fechar o ano com R$ 40 milhões. A meta representa quatro vezes os R$ 10 milhões que a empresa diz ter registrado em 2025. Os números são informações divulgadas pelos próprios empreendedores, não resultados auditados.

A empresa vende sapatos masculinos com uma estrutura interna que acrescenta altura de forma discreta. O negócio começou em setembro de 2024, inicialmente testando vendas online por dropshipping, e depois avançou para uma operação própria de marca, com fábricas parceiras e presença em marketplaces, segundo o perfil publicado nesta segunda-feira, 2 de novembro.

Do teste online a uma marca própria

Ahmad Amer começou a iniciativa enquanto cursava Medicina na Universidade Luterana do Brasil, em Canoas. Depois de seis semestres, deixou a graduação para se dedicar à empresa. Guga Garcia entrou na sociedade em dezembro de 2024 e passou a liderar áreas ligadas à receita, como marketing, relacionamento com clientes e vendas em plataformas digitais.

A trajetória ajuda a entender como o comércio eletrônico pode servir de laboratório para testar um produto antes de ampliar a operação. No caso da Alto, os fundadores dizem que a atividade saiu de uma experiência de dropshipping e ganhou estrutura de equipe, logística e desenvolvimento de modelos. Isso não permite concluir que a companhia fabrique os próprios calçados: a reportagem fala em fábricas parceiras.

A meta é grande; o mercado também é competitivo

A projeção de R$ 40 milhões depende de manter o ritmo de vendas dos últimos meses do ano. A empresa reportou que o movimento mensal saiu de cerca de R$ 100 mil em janeiro de 2025 para perto de R$ 4 milhões em setembro de 2026. São cifras relevantes para uma companhia jovem, mas projeção e faturamento realizado são coisas diferentes; o resultado final só poderá ser conhecido depois do encerramento do ano.

O setor brasileiro de calçados também tem dimensões expressivas e enfrenta oscilações. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados indicam produção de 847,5 milhões de pares em 2025, queda de 1,9% na comparação anual. No comércio exterior, o Brasil exportou 103,94 milhões de pares naquele ano, somando US$ 958,2 milhões. Esses números dão escala ao setor, mas não comprovam demanda específica por sapatos que acrescentam altura nem garantem espaço para uma marca individual.

O que a expansão pode exigir

Os fundadores apontam a América Latina como frente de crescimento, mas ainda não detalharam, no material consultado, países, datas ou metas por mercado. Para transformar esse plano em vendas, a empresa precisará lidar com logística, formas de pagamento, atendimento e adaptação da oferta a cada país. Por enquanto, a expansão aparece como estratégia anunciada, não como resultado consolidado.

A companhia também associa seu crescimento à tecnologia e à inteligência artificial. Não há detalhes públicos suficientes para medir onde essas ferramentas são usadas ou qual efeito tiveram nas vendas. Para quem acompanha a marca, a diferença mais concreta está entre a ambição e os indicadores já divulgados: mais de 100 mil clientes e pedidos, segundo a empresa, e uma meta de receita que ainda precisa se confirmar.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.terra.com.br/diversao/de-medicina-ao-empreendedorismo-ahmad-amer-e-guga-garcia-projetam-faturamento-de-r-40-milhoes-com-calcados-masculinos,ca3304e83ea54f76971033827a215fe1varofx1x.html
  2. https://www.abicalcados.com.br/conteudo/noticias/producao-de-calcados-caiu-19-em-2025
  3. https://www.worldfootwear.com/news/brazilian-exports-end-2025-on-stable-ground-as-imports-continue-to-rise/11197.html