Alckmin leva caso da Gerdau em Divinópolis para análise industrial

Alckmin leva caso da Gerdau em Divinópolis para análise industrial

Após encontro em Brasília em 4 de novembro, o governo federal ficou de avaliar alternativas diante do impacto da paralisação na economia local.

Redação ·

O governo federal vai analisar alternativas para a unidade da Gerdau em Divinópolis, depois de uma reunião realizada em Brasília na quarta-feira, 4 de novembro. O encontro reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, a prefeita Janete Aparecida, representantes da empresa e parlamentares mineiras, após a suspensão da produção de aço na cidade.

A conversa buscou dimensionar os efeitos da decisão e discutir caminhos para preservar a atividade industrial. Segundo relatos das participantes, Alckmin acionou a Secretaria Nacional da Indústria para avaliar opções. Entre elas, foi mencionada a possibilidade de rever tarifas de importação de produtos siderúrgicos, caso uma análise técnica indique que isso ajudaria a competitividade da unidade. Não foi anunciada uma medida aprovada nem um compromisso de retomada da produção.

O que está em jogo para Divinópolis

A prefeitura estima que cerca de mil trabalhadores próprios e terceirizados podem ser afetados — aproximadamente 7,4% da força de trabalho industrial do município. O impacto também pode alcançar fornecedores e pequenos negócios próximos à fábrica. A administração municipal calcula que a unidade responde por cerca de 15% do repasse local de ICMS.

A Gerdau atribuiu a decisão a custos e condições de mercado que reduziram a competitividade da operação, incluindo a dificuldade de obter minério de ferro a preços vantajosos e o cenário de importações e exportações. A empresa informou que pretende transferir parte dos trabalhadores para outras unidades e oferecer cursos de qualificação. A prefeitura também anunciou uma feira para aproximar trabalhadores afetados de empresas com vagas.

Paralisação não é promessa de reabertura

A deputada federal eleita Ana Elisa descreveu a situação como uma “hibernação” e disse que vê possibilidade de retorno. Essa avaliação é dela: até a reunião, não havia confirmação pública da Gerdau sobre retomada, prazo ou plano para reativar a produção.

A agenda foi articulada por Ana Elisa e pela deputada federal eleita Lohanna. Também participaram o secretário municipal Igor Cardoso e os representantes da Gerdau Pedro Torres e Leonardo Conde. Para a cidade, o próximo passo concreto é a análise das alternativas pelo governo; qualquer mudança na operação, porém, depende de decisão da empresa.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.gazetadopovo.com.br/economia/alckmin-recebe-prefeita-e-executivos-para-discutir-paralisacao-da-gerdau-em-divinopolis/
  2. https://www.metropoles.com/minas-gerais/alckmin-tenta-ajudar-apos-anuncio-de-fechamento-da-gerdau-em-divinopolis
  3. https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/11/05/deputada-eleita-ana-elisa-diz-que-ha-possibilidade-de-volta-sobre-fechamento-da-gerdau-apos-reuniao-com-geraldo-alckmin-e-prefeita-de-divinopolis.ghtml
  4. https://www.em.com.br/politica/2026/11/7533675-fechamento-da-gerdau-em-divinopolis-provoca-reacao-de-politicos-mineiros.html