18 buscas da Polícia Civil aprofundam caso NXIVM no Rio

18 buscas da Polícia Civil aprofundam caso NXIVM no Rio

A ação ocorreu em Niterói, São Gonçalo e Maricá; entre os detidos está um assessor da deputada federal Talíria Petrone.

Redação ·

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu 18 mandados de busca e apreensão e prendeu suspeitos na Operação NXIVM, realizada na quarta-feira, 28 de outubro, em Niterói, São Gonçalo e Maricá. A investigação apura uma rede suspeita de violência e exploração sexual de adolescentes. Entre os presos está Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, assessor da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ).

A operação é um desdobramento de uma apuração que, segundo relatos publicados por veículos de imprensa, ganhou força após a prisão de outro assessor parlamentar, ligado à Câmara Municipal de Niterói. A polícia passou a investigar se havia um grupo mais amplo envolvido nos crimes. O caso segue em investigação, e as suspeitas ainda precisam ser examinadas pela Justiça.

O que a polícia investiga

As autoridades apuram a possível produção e circulação de vídeos de violência contra adolescentes, além de suspeitas de ameaças e chantagem contra vítimas. As reportagens relacionam a investigação a crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual de adolescentes, corrupção de menores, associação criminosa e tortura. A definição de responsabilidades depende da apuração e das decisões judiciais.

Os mandados foram cumpridos em três municípios da Região Metropolitana do Rio. As informações publicadas sobre o número total de presos não são uniformes: algumas reportagens falam em sete, enquanto outras contabilizam oito pessoas detidas no conjunto da ação. Por isso, o total deve ser tratado com cautela até que haja confirmação oficial consolidada.

O que se sabe sobre os envolvidos

Bittencourt Filho, de 45 anos, foi preso preventivamente. A deputada Talíria Petrone disse ter sido surpreendida com as informações e determinou a exoneração do assessor. A medida administrativa não define culpa: a investigação criminal e a decisão sobre a responsabilidade de cada suspeito cabem às autoridades competentes.

Também foi preso um terceiro-sargento da Polícia Militar, conforme as notícias sobre a operação. A presença de pessoas ligadas a cargos públicos entre os investigados aumenta o interesse público no caso, mas não muda a necessidade de separar suspeita, prisão cautelar e condenação. Uma prisão preventiva é uma medida tomada durante o processo; não equivale a uma sentença.

Quais são os próximos passos

Com as buscas, investigadores podem recolher equipamentos e outros elementos para análise. As informações divulgadas até agora não confirmam denúncia formal do Ministério Público nem decisão final sobre os presos. Também não há, nas fontes consultadas, confirmação de condenações relacionadas à operação.

O nome NXIVM foi usado para identificar a ação policial. A cobertura disponível não aponta vínculo institucional entre a investigação no Rio e a organização norte-americana de mesmo nome. Nesse estágio, o dado central é o avanço da apuração sobre possíveis crimes contra adolescentes, sem exposição das vítimas e sem antecipar conclusões que ainda dependem de prova.

Quer se aprofundar nesta notícia? Leia mais sobre ela abaixo:

  1. https://www.gazetadopovo.com.br/republica/assessor-de-deputada-do-psol-e-preso-em-operacao-contra-exploracao-sexual-de-adolescentes/
  2. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/10/28/presos-em-operacao-contra-exploracao-sexual-de-jovens-no-rj.ghtml
  3. https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/operacao-contra-exploracao-sexual-de-menores-prende-8-no-rj
  4. https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/10/29/quem-e-o-assessor-parlamentar-preso-em-operacao-contra-rede-de-exploracao-sexual-de-adolescentes.ghtml